quinta-feira, 9 de maio de 2013

Tribunal israelense estende detenção de 2 crianças por 8 dias pela terceira vez

09/05/2013 (da redação do Comitê Brasileiro de Solidariedade aos Presos Políticos Palestinos em Israel)

O Clube dos Prisioneiros declarou, nesta quinta-feira (9), que o Tribunal israelense em Salem, no distrito de Nablus, estendeu, pela terceira vez consecutiva, a prisão de duas crianças, Yazid e Ibrahim Abu Rub, ambas de 15 anos de idade, por mais oito dias de detenção.
A prorrogação é considerada perigosa devido ao estado de saúde, muito debilitada das duas crianças encarceradas, que a cada dia se agrava. 
Yazid sofre de infecção desde que foi ferido por um tiro disparado por um soldado. Ibrahim possui doenças neurológicas que necessitam de tratamento especializado e acompanhamento devido, e a negligência médica no sistema prisional tende a piorar a atual situação.
O Secretário do Clube dos Prisioneiros, Ragheb Abu Diak , disse que apesar das reclamações e inúmeros apelos para a libertação das crianças, as autoridades de ocupação mantêm a detenção sem qualquer justificativa. "As crianças são acusadas de crime e detidas por qualquer motivo. O mundo deveria parar e exigir o fim desta tragédia que vivem nossos filhos, tendo de enfrentar as prisões diárias. Pedimos uma ação para que possamos salvar a vida delas."
As famílias das crianças apelam aos órgãos internacionais de direitos humanos a intervirem por seus filhos, que estão com a saúde debilitada e que precisam de tratamento médico adequado urgentemente.

Manifestantes realizam protesto pacífico em Ramallah, em solidariedade com os presos

O ato denuncia a violência e negligência médica como práticas políticas do sistema prisional israelense 


Ramallah 05/07/2013 (com informações da WAFA) 
Nesta última terça-feira (7) manifestantes palestinos realizaram protesto pacífico em frente ao prédio da sede do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Al Birah. A movimentação pacífica é realizada semanalmente em apoio aos presos políticos palestinos detidos nas prisões israelenses.
O ministro de Assuntos dos Prisioneiros, Issa Qaraqe, presente na manifestação, relembrou de que um grupo de prisioneiros jordanianos realizam campanha aberta de greve de fome há seis dias, em protesto contra a política do governo de encarceramento, exigindo um fim ao sofrimento Qarage também ressaltou "a necessidade de dar continuidade à campanha de solidariedade popular em apoio aos prisioneiros, de modo a não deixar tal questão cair no esquecimento, principalmente neste momento em que o nosso povo conseguiu torná-lo uma prioridade no movimento político palestino".
Segundo o ministro, ainda há presos protestando em greve de fome, incluindo Ayman Hamdan, Ayman Daoud e Mohammed Abu Rumaila, e que há muitos outros vivendo em circunstâncias difíceis nas prisões, sofrendo, especialmente, com as políticas de confinamento e com a negligência médica deliberada.
O presidente da Comissão Suprema de Acompanhamento dos Assuntos dos Prisioneiros, Amin Schumann, considera que "a manifestação pacifica popular deve frisar o apoio aos prisioneiros doentes que são submetidos a esta política de negligência médica deliberada" e convocou ampliação de participação popular nos atos que rememoram os 65 anos da Catástrofe Palestina ( Nakba) a ser lembrado em 15/05, e que deve incluir manifestações em frente a prisão militar Ofer, no próximo domingo.
O secretário da Comissão de Relações Exteriores, Essam Bakr, pontua que há numerosos presos sofrendo de doenças graves e crônicas, e correm o risco de morte real se não forem tratados adequadamente e prontamente, e vê a urgência de intensificação dos esforços políticos e expansão da campanha popular de solidariedade aos prisioneiros.
Os participantes do ato levantaram fotos dos prisioneiros, especialmente fotos dos prisioneiros veteranos que seguem há mais de 25 anos na prisão.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Forças israelenses prendem supremo líder religioso de Jerusalém


Sem acusação, mufti palestino é detido para responder sobre "perturbação pública". Líderes palestinos consideram o ato como impedimento da liberdade religiosa
8/5/2013 (da redação do Comitê Brasileiro de Solidariedade aos Presas Políticos Palestinos)

Forças da ocupação israelenses prenderam nesta quarta-feira (8) pelo menos 14 civis, incluindo o mufti palestino (supremo líder religioso muçulmano) sheikh Mohammed Hussein,em Jerusalém. A detenção faz parte de operações militares realizadas nas áreas da Cisjordânia e Jerusalém.

O correspondente da Wafa Agência de Notícias Palestinas relatou que as forças de ocupação israelenses invadiram a casa do Mufti de Jerusalém, ao sul da cidade, e o prenderam depois de ele recusar a ordem de seguir para o centro de investigação e policial de Maskubiya, em Jerusalém Ocidental. 

Segundo o porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, Hussein foi detido para responder questões sobre "perturbação pública", registrada na terça-feira (7) após um palestino se negar a apresentar documento de identificação ao entrar no pátio de Al-Aqsa.

A prisão acontece sequencialmente aos confrontos entre fieis muçulmanos e colonos israelenses ocorridos na Mesquita de Al-Aqsa, quando colonos invadiram a mesquita por um portão protegido pela polícia israelense para realizar as orações no pátio da Al-aqsa, comemorando o aniversário de 46 anos da ocupação de Jerusalém, o que eles chamam de "reunificação de Jerusalém"

A polícia israelense prendeu também nesta manhã o presidente do Comitê de Cuidados de Túmulos Muçulmanos em Jerusalém, Mustafa Abu Zahra, perto da Porta dos Leões (um dos portões da Mesquita de Al-Aqsa).

Segundo informações das agências internacionais de notícias, elementos de unidades especiais das forças políciais israelense concentraram-se nas portas da mesquita, impedindo a entrada dos alunos das oficinas de ciências e dificultando a entrada de adoradores ao exigir que as identidades dos fieis fossem retiradas somente na saída da mesquita. Enquanto isso, colonos invadiam por outro acesso com a escolta policial israelense.

Ontem a polícia israelense distribuiu uma comunicado aos lojistas da cidade velha de Jerusalém para não exporem seus produtos na frente de suas lojas, para, assim, liberar espaço para a marcha dos colonos em direção ao Muro das Lamentações, com o intuito de não atrapalhar as celebrações da chamada "reunificação de Jerusalém".

Autoridades Palestinas condenam a detenção e restrições na Cidade Santa, e consideram uma infração aos direitos religiosos e a liberdade da prática religiosa. O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, disse que esta é mais uma das "constantes violações de Israel ao direito internacional".

Sheikh Mohammed Hussein é mundialmente conhecido por atuar contra a judaízação de Jerusalém e as escavações na Al-Aqsa, considerando as interferências israelenses, no local sagrado, durante a história recente, prejudiciais aos povos que frequentam o local e à preservação das edificações milenares.

terça-feira, 7 de maio de 2013

CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE aprova Moção de apoio




CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE
ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL





MOÇÃO DE APOIO


Requeiro à Mesa, ouvido o Plenário, na Forma Regimental, que seja encaminhada MOÇÃO DE APOIO ao Comitê Brasileiro de Solidariedade para Libertação dos Presos Políticos Palestino e ao Centro Cultural Árabe Palestina Brasileiro de Mato Grosso do Sul, parabenizando-os pela manifestação em apoio e solidariedade à luta dos Prisioneiros Palestino dos seus direitos humanos e libertação. Conforme relato publicado pelo Clube dos Prisioneiros Palestinos, informando a situação atual dos prisioneiros que continuam em greve de fome há mais de 270 (duzentos e setenta dias) apenas com água e sal por tempo indeterminado aguardando a liberação, sendo este o maior período de greve nas prisões Israelenses nas últimas décadas, mais cinco palestinos estão em uma prisão Israelense, eles apresentam vários problemas de saúde, devido à realização de greve de fome pela libertação do seu povo.
Sala das Sessões, 23 de abril de 2013.
 


A moção foi aprovado por unanimidade, e assinado pelos vereadores Dr. Jamal Salem, Zeca do PT  ex governador de MS e Paulo Siufi ex presidente de Câmara Municipal de Campo Grande.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Medida surpresa de autoridades da ocupação na Faixa de Gaza impede que crianças visitem seus pais prisioneiros


Segundo pesquisador, a idade máxima teria sido manipulada; antes era permitida a entrada de filhos de até 10 anos de idade, hoje a permissão é para até 8 anos, o que impediria a visita de relevante porcentagem do número total de crianças palestinas

O Centro de Estudos dos Prisioneiros da Palestina afirma que a  autoridades de ocupação manipularam as permissões de visitas aos presídios da Faixa de Gaza para crianças que, agora, abaixo de 8 anos, não podem ver seus pais, irmãos e parentes prisioneiros.

Quem afirma a manipulação é o pesquisador Riad Al Ashqar , diretor do centro de informação. Segundo ele, a ocupação tomou a medida de modo a surpreender as famílias dos prisioneiros, condicionando a entrada de crianças com no máximo 8 anos. De acordo com Al Ashqar, a maioria das crianças visitantes passam de 8 anos, e explica que isso se deve ao fato de que houve um período de 6 anos de proibição de visitas aos prisioneiros, resultado punitivo durante os acordo de liberação do soldado israelense Gilad Shalit, e que, portanto, a média de idade das crianças estaria fora do novo limite imposto pelo sistema prisional israelense. 

O pesquisador relata que a ocupação havia prometido aos prisioneiros, durante reunião realizada há um mês, na prisão Hadarim, com a presença do vice-diretor prisional de Bethun e representantes dos prisioneiros palestinos da Faixa de Gaza, a permissão de visitas das famílias acompanhadas com crianças de até 10 anos de idade. Além desta garantia, acordaram uma série de direitos, chamados pela administração prisional de “Programa de Facilitação para os Prisioneiros", apresentados numa tentativa de controlar o crescente número de protestos realizados após o a morte do prisioneiro Maysara Abouhmdah.

Al Ashqar diz que, "como sempre a ocupação não cumpriu os seus compromissos e reduziu a idade máxima permitida de crianças de 10 para 8 anos", e apelou aos órgãos internacionais, em especial à Cruz Vermelha Internacional, para intervir e instaurar um novo programa de visitas as prisioneiros de Faixa de Gaza, como no passado, de modo que o prisioneiro possa receber  visita da família uma vez por mês, e não a cada 6 meses, bem como exigir da ocupação a permissão de visitas para crianças de até 16 anos.

As prisões da ocupação ainda detêm 455 prisioneiros da Faixa de Gaza, entre eles vários prisioneiros veteranos detidos desde antes de 1994.

domingo, 5 de maio de 2013

Criança prisioneira tenta cometer suicídio

Ramallah 04/05/2013 (Com informações da WAFA) 
A advogada do Ministério dos Prisioneiros, Hiba Massalha, revelou que uma das crianças presas na seção de menores da prisão  Megiddo, fragilizada física e psicologicamente pelo encarceramento, tentou suicídio.

Massalha disse que visitou a criança e que ela permaneceu por três dias sentada em uma cama, sem se mover e falar. Ficou também sem comer por dois dias e dormir à noite. Depois que voltou a falar, só comentava sobre sua intenção de suicídio.
 

Segundo o advogado, foi encontrada uma longa corda em sua cela, o que revela as intenções de suicídio, e confirmado pelo médico da prisão os problemas emocionais e psicológicos da criança. A administração penitenciária autorizou a vinda de um médico árabe, de Nazaré, para tratá-lo, com atendimento duas vezes por semana, porém não houve melhora.


Massalha comentou que os traumas psicológicos sofrido pelos menores podem causar graves consequências, como a tentativa de suicídio, em decorrência de maus-tratos, tortura e humilhação durante a detenção e interrogatório, afirmando que os agentes penitenciários tratam os menores de forma brutal, provocando riscos significativos a saúde e psicológico das crianças.

A advogada revelou os seguintes relatos de menores:

Abdullah Omar Mohammed Salameh, 16 anos, passou 30 dias na cela sozinho. Residente do campo de refugiados de Balata, em Nablus, foi preso em 27/09/2012 em sua casa, às três horas da manhã.
 

De acordo com o menor, os soldados invadiram a sua casa quando ele estava dormindo. Eles o acordaram e algemaram as suas mãos para trás, utilizando fios de plástico, e o levaram com os olhos vendados. Os soldados ordenaram que ele sentasse no chão e o carregaram até o jipe militar, onde foi espancado.
 
O garoto foi transferido para o quartel de interrogação e investigação Jalama. Salameh foi conduzido ao interrogatório nu. Ficou 30 dias em uma pequena solitária e foi levado diariamente até a sala de interrogatório, onde era questionado por longas horas sentado em uma cadeira, curvado para trás, com algemas nas mãos e pés (prática de tortura habitual do sistema prisional. A postura é dolorosa e inconfortável). Segundo a criança, a posição e o interrogatório lhe causaram cansaço e fadiga, e que durante a sessão ele era humilhado e tratado rudemente.te e fpi muito humilhado, confirma
 
Mo’ad Isaac Ahmad Shehadeh, 16 anos, morador do campo de refugiados de Balata. Foi preso no dia 03.03.2013 no checkpoint Hawara, às onze horas.
 

De acordo com Shehadeh, os soldados o atacaram e o jogaram no chão. Ele foi espancado brutalmente, ficando com marcas por todo o corpo, provocados por golpes, chutes e coronhadas com as armas que os soldados carregavam.
 

Também  disse que eles algemarem suas mãos para trás com fios de plástico e o mantiveram com os olhos vendados. Também foi espancado dentro do jipe militar e levado para a investigação no assentamento de Ariel  e na prisão Hawara, depois que o mantiveram nu durante a inspeção.
  

Samir  Daoud Abu Sbeitan 16 anos, morador da cidade Al Tur, do distrito de Jerusalém. Foi preso no dia 29/03/2012, quando estava em casa, as três horas da manhã.


Informou que foi interrogado no centro de detenção Maskubeia por 19 dias. Foi algemado curvado para trás na cadeira, durante longas horas, e foi espancado por um de seus interrogadores.
 

O garoto disse que durante sua presença no Tribunal de Magistrados de Jerusalém, quando tentou apertar a mão de seu pai, foi espancado pelos membros das Forças Alnhashon, que também agrediram seu pai.
 

Ele acrescentou que o jogaram no chão e o espancaram brutalmente em frente ao seu pai, em seguida, seguraram ele pelas algemas e o arrastaram pelas costas sobre as degraus das escadas do tribunal, do terceiro andar ao térreo, o que provocou feridas e hematomas pelo corpo.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O prisioneiro Ayman Abu Daoud, que segue há 19 dias em greve de fome, exige liberdade

Autoridades da Ocupação o "reencarceraram" sem justificativa


Ramallah 02 de maio de 2013
O advogado da Associação Addameer  de Suporte aos Prisioneiros Políticos e de Direitos Humanos encontrou, durante sua visita à prisão Jalama, na quarta-feira (1/5) o prisioneiro em greve de fome há 19 dias, Ayman Abu Daoud, de 32 anos, da cidade de Hebron. 
De acordo com o advogado, o prisioneiro permanece detido em campanha aberta de greve de fome desde 14/04, em protesto contra o seu "reencarceramento" após ser liberado na última troca de prisioneiros. À época, ele era sentenciado a 36 anos de reclusão, e havia cumprido sete anos. As Forças de Ocupação o detiveram para cumprir o restante de sua condenação (29 anos), com base nos termos do Artigo 186 da Ordem Militar (1651), alterada em setembro do ano de 2011, sob o pretexto de que o prisioneiro teria violado os termos de sua libertação, estabelecidos no acordo da troca de presos.
A violação, conforme a procuradoria das Forças de Ocupação, teria relação ao condicionamento de que Daoud não poderia deixar a área de Hebron por um período de três anos, mas de acordo com a esposa do prisioneiro e o próprio detido, este cumprimento foi respeitado.

O advogado de Addameer informou que o Ayman já perdeu 10 quilos desde o anúncio de sua greve, e hoje pesa 74 kg. Daoud está detido em uma solitária, parte de uma seção que tem cerca de 10 salas, com espaço de quarto que não ultrapassa dois metros quadrados, onde uma cama de concreto tem um colchão com espessura de 5 centímetros, com cobertores sujos, sem janelas, ventilação ou sol. 
Os carcereiros, deliberadamente, mantêm a luz das celas acesas, como ato de tortura, provocando ainda mais cansaço físico e psicológico aos prisioneiros.
Segundo a Addameer, o prisioneiro Abu Daoud é o único prisioneiro palestino que está em greve de fome aberta, enquanto anunciou hoje que cerca de 30 prisioneiros jordanianos em prisões israelenses iniciaram também campanha de greve de fome para exigir liberdade.

A Associação Addameer de Direitos Humanos e Suporte ao Prisioneiros Políticos manifesta a sua profunda preocupação com a vida do detento Ayman Abu Daoud e as vidas dos prisioneiros jordanianos em greve de fome, e responsabiliza as autoridades de ocupação a total responsabilidade pelas vidas dos detidos.

Também renova o seu apelo ao Secretário-Geral das Nações Unidas e a todas as instituições internacionais pela necessidade de trabalhar seriamente para a liberação dos prisioneiros em greve de fome, e salvar as  vidas dos prisioneiros doentes exigindo libertação imediata.