sexta-feira, 8 de março de 2013

Unicef denuncia maus-tratos a crianças palestinas detidas em Israel





Os maus-tratos a menores palestinos no sistema de detenção militar israelense é "generalizado, sistemático e institucionalizado", afirma o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no relatório divulgado nesta quarta-feira.

"Em nenhum outro país crianças são julgadas sistematicamente em tribunais militares para menores", afirma o relatório.

O documento avalia em "700 a cada ano o número de crianças palestinas de 12 a 17 anos, em sua maioria meninos, presos, interrogados e detidos pelo exército, pela polícia e por agentes de segurança israelenses".

"Estes maus tratos incluem a detenção de crianças em suas casas entre a meia-noite e as cinco da manhã por parte de soldados fortemente armados. Vendam seus olhos e prendem suas mãos", prossegue o relatório, que denuncia "as confissões forçadas, a falta de acesso a um advogado ou a familiares durante o interrogatório".

Os menores de 13 anos estão sujeitos a penas de até seis meses de prisão. No entanto, a partir dos 14 podem ser condenados a até 10 anos por lançar pedras, e inclusive 20 anos se o alvo for um veículo em movimento, segundo a Unicef.

"Estas práticas violam o direito internacional, que protege as crianças contra os maus tratos quando estão em contato com as forças de ordem e instituições militares e judiciais", conclui o documento.

A Unicef recomenda uma série de medidas para respeitar as normas internacionais e afirma que "é possível aplicá-las, como demonstra o fato de que as autoridades israelenses anunciaram algumas mudanças positivas nos dois últimos anos".

A agência da ONU pede a Israel que "faça do interesse da criança uma consideração primordial", que garanta que as crianças detidas e suas famílias sejam informadas dos motivos de sua detenção, e que seus direitos sejam comunicados em sua língua, ou seja, o árabe.

Além disso, pede-se que sejam evitadas as detenções noturnas e a ação de atar suas mãos.

fontes
http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/unicef-denuncia-maus-tratos-a-criancas-palestinas-detidas-em-israel,1b32416fc883d310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

terça-feira, 5 de março de 2013

Forças de Ocupação israelenses prenderam seis palestinos de Hebron e Nablus

(com informações da WAFA)

As forças de Ocupação israelenses prenderam nesta terça-feira (5), seis cidadãos de Hebron e Nablus.

Em Hebron, as forças israelenses prenderam quatro civis palestinos, e invadiram várias casas ao sul da cidade.

Fontes relataram a 'Wafa' que as Forças de Ocupação prenderam o palestino Moataz Faraj Abedo (33 anos), da cidade de Hebron, e Ahmed Yousef Akhalil (25 anos), ex- prisioneiro, e o estudante universitário Ahmed Waheed Sabarneh (22 anos), depois de invadirem suas casas na cidade de Beit ao norte da província.


As fontes acrescentaram que os soldados prenderam Mohammed Jamal Hassan Abu Qbith (17 anos), enquanto transitava dentro do território 1948.

O porta-voz de imprensa do Comitê Popular Contra os Assentamentos e o Muro, Mohamed Awad, disse que as “forças israelenses dispararam duas bombas de gás dentro da Casa Younis Azaaqik, ferindo sua esposa e três filhos por asfixia devido à inalação de gás”, complementando que “os primeiros socorros foram realizados no local".

Mais tarde, as Forças de Ocupação invadiram a região do monte Johar, ao sul de Hebron, em incursão para fazer inspeção na residência dos irmãos Raed e Noman Rugby.

Em Nablus, soldados israelenses prenderam dois civis da província, depois de também invadirem suas casas.

De acordo com fontes de segurança, vários veículos militares invadiram a aldeia de Osarein, a leste de Nablus, e prenderam Bashir Aladela (28 anos), depois de invadirem sua casa.

Também foi preso o palestino Badawi Alawneh, da aldeia Azmut, a nordeste de Nablus, depois de averiguar as casas pertencentes à família do detento.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Forças Israelenses prendem 17 civis na Cisjôrdania

Hebron 04/03/2013 (Com informações da WAFA)

As Forças de ocupação israelenses prenderam 17 pessoas nesta segunda feira (4) em Jenin, Qalqilia, Belém, Hebron e Nablus

Em Hebron foram presos 11 cidadãos, e fontes de segurança declaram para (WAFA) que detiveram também mais 6 cidadãos da aldeia de Beit Kahil, norte de Hebron. Os palestinos presos são: Moataz Nabil Asafrah (20 anos), Muhannad Ali Asafrah (20 anos), flores de Hamza Abdul Hadi (20 anos), Musa Ahmad Hassan Jibril, Taher Ibrahim Asafrah e seu irmão Hamza.

Além das prisões, as Forças de Ocupação invadiram o acampamento Arroub e prenderam três rapazes: Rami Kamal Jawabreh (15 anos), Rami Yosef Avi (17 anos),  Ashraf Abdel-Fattah Jawabreh (14 anos). Em outro local, outros também foram presos: Tamer Qader Abdel pacífica (23 anos) e seu irmão Hamza (32 anos) da aldeia de Beit Awa, a sudoeste de Hebron.

Fontes declararam que as Forças de Ocupação fizeram incursões nas aldeias e invadiram as casas dos detidos, realizando inspeção das casas durante a prisão.

Em Jenin o jovem Muhammad Ahmed Darwish (21 anos) foi preso enquanto estava caminhando pelas ruas em Nazaré, perto da aldeia de Jalama. O rapaz foi levado para um destino desconhecido. Nas proximidades da aldeia, também prenderam o jovem  Ahmed Mahmoud Bassam Nassar (23 anos), com o auxílio pesados reforços militares nas proximidades da aldeia de Jalama, onde as barreiras militares estiveram erguidas até altas horas da noite passada.


De acordo com uma fonte de segurança em Belém, uma força policial especial para o exército de ocupação, em disfarce utilizando carro civil tipo "Ford Transit", prendeu o jovem Mohamad Jamal Abu Jalgheiv (24 anos), depois de invadirem a sua casa.

Em outra operação durante a madrugada desta segunda-feira (4), as  Forças de Ocupação israelenses invadiram a aldeia Azzoun, a leste de Qalqilya, e prenderam dois jovens.

As fontes de segurança informaram que soldados israelenses invadiram várias casas na cidade e prenderam dois jovens: Omar Mohammed Abu Haniyeh (20 anos), um dos prisioneiros libertados no acordo de troca por  "Shalit", e Abdul Rahman Mohammed Sweidan (22 anos).

As Forças de Ocupação israelenses também invadiram o bairro de Ras al-Ain e da cidade velha em Jerusalém, e prenderam Muhammad Munib Samahna (29 anos) no bairro de Yasmina, depois de invadirem a sua casa.

sábado, 2 de março de 2013

Três Presos Políticos Palestinos entram em greve de fome em prisão "Ufer"

Ramallah 02/03/2013 (Wafa)
De acordo com os advogados do Departamento Ibrahim al-Araj para Prisioneiros, três palestinos em prisão administrativa em Ofer iniciaram campanha aberta de greve de fome há três dias. São eles: Muhammad Amjad Al-Najjar, Abdullah Alasaas e Ibrahim Sheikh Khalil.

O advogado disse que "a administração prisional tem tomado medidas rigorosas em relação aos prisioneiros. Uma das medidas é a aplicação de multas contra os grevistas. Os presos políticos palestinos terão de pagar 150 shekels por cada dia em greve de fome.

E acrescentou que "as forças repressivas invadiram seções da prisão, realizando inspeções provocantes, brutais, agindo com vandalismo e quebrando as propriedades dos presos, e que a situação é tensa na prisão".

Por liberdade e condições dignas para os presos políticos palestinos em Israel

Palavra de Dep. Ivan Valente de P-sol  no Congresso
dia 28 de fev. de 2013
 
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,
Nas últimas semanas, muitos parlamentares desta Casa e boa parte da imprensa nacional vêm se debruçando sobre restrições às liberdades democráticas em alguns países da América Latina. Acredito que seria legítimo pedir, em nome da coerência, que pudéssemos dispensar algum tempo sobre as graves violações de direitos humanos cometidas por Israel, país que tem relações diplomáticas com o Brasil e outras nações do continente, e sobre o qual abundam gravíssimas denúncias pelas condições dos palestinos presos políticos em suas instalações penitenciárias.
É por isso que está em curso uma campanha internacional pela liberdade dos presos políticos da Palestina, que vivem sob um regime prisional administrativo, privatizado e com restrição aos direitos mais básicos, como saúde, educação e visitação, e que violam os tratados internacionais sobre prisioneiros políticos.
No último sábado, Arafat Jaradat, um homem de 30 anos, preso em boas condições de saúde, morreu sob custódia do serviço de segurança de Israel, o Shein Bet. Autoridades israelenses disseram que Jaradat morreu de ataque cardíaco e negaram que ele tenha apanhado ou sido submetido a qualquer tratamento que poderia levá-lo àmorte. Ele, contudo, teve as costelas quebradas, o que sugere que Jaradat foi torturado na prisão. Na sequência do evento, Milhares de prisioneiros palestinos detidos por Israel realizaram um dia de jejum para protestar contra a morte de Jaradat.
Foi pouco noticiado também que um conjunto de presos políticos palestinos se encontra neste momento em greve de fome. Samer Issawi, 33 anos, palestino detido em Israel sem acusação e sem direito a processo e a defesa, está há mais de 210 dias em greve de fome, vivendo exclusivamente de água e sal. Ele e outros três companheiros nas mesmas condições protestam contra sua situação e a de mais de quatro mil presos e presas por motivos políticos nas cadeias de Israel. Juntou-se a eles no dia 23 de janeiro Hassan Yasser Karajeh, coordenador de juventude do movimento Stop the Wall.
Além da aviltante condição dos prisioneiros, é fundamental destacar a situação dos deputados palestinos presos, eleitos democraticamente pelo povo e tolhidos de exercer sua representação. Essa é mais uma evidência da forma de controle político e da tentativa de submeter o povo palestino a Israel. Infelizmente, estes não são fatos isolados, e sim expressão da política de apartheid do Estado de Israel, que se expressa também em agressões militares e exploração econômica dos territórios palestinos.
Dessa forma, convido os membros da Câmara para que se posicionem diante desta arbitrariedade contra estes representantes do povo, presos simplesmente por terem expressado sua posição em defesa do estado palestino. Tivemos no Brasil a triste experiência de ver colegas parlamentares, jornalistas e cidadãos em geral serem presos, torturados e assassinados por um Estado que não tolerava a livre expressão.
O abaixo-assinado que se segue faz parte de uma campanha para que o Estado brasileiro se coloque e pressione Israel para que respeite os direitos humanos de todo o povo palestino, e particularmente daqueles detidos em suas carceragens:

LIBERDADE PARA OS 4.600 PRESOS PALESTINOS ENCARCERADOS NAS PRISÕES ISRAELENSES
Desde 1948, quando foi criado o Estado de Israel em terras da Palestina, uma onda de violência e agressão marca o cotidiano do povo palestino. Todos os palestinos que lutam contra a ocupação israelense e pela independência nacional têm sido perseguidos, presos, torturados ou assassinados pelos sucessivos governos de Israel. O Estado de Israel é hoje o campeão mundial em violações dos direitos humanos. É um Estado antidemocrático e racista, que pratica uma limpeza étnica em todo o território da Palestina ocupada. A legítima luta de libertação nacional palestina contra o colonialismo israelense levou mais de 800 mil palestinos para as prisões israelenses desde 1967.
Nós, abaixo-assinados, condenamos as práticas a agressões diárias, cometidas pelo Estado de Israel, contra os presos políticos palestinos dentro das prisões israelenses. Condenamos as detenções contra o povo palestino, que almeja a liberdade e independência. Segundo os últimos relatórios de organizações de direitos humanos, o número dos presos palestinos nas prisões israelenses chegava a 4.600, até o final de mês de outubro de 2012. Entre eles: 84 detidos administrativos, 189 crianças, 10 deputados, 9 mulheres, 530 que cumprem prisão perpétua, 451 sentenciados há mais de 20 anos. Diante dessa situação, exigimos:
1) a revogação imediata das prisões administrativas, que carecem de qualquer fundamentação legal e são mais um instrumento ilegal das forças de ocupação;
2) a proteção à dignidade e à vida dos presos que realizam greves de fome como protesto contra as suas precárias condições nas prisões;
3) o cumprimento dos acordos realizados entre os presos, a direção dos presídios e o serviço de inteligência interna de Israel (Shein Beit);
4) imediata libertação de todos os 1.027 presos que foram incluídos no acordo realizado em 2011, pois muitos dos que foram libertados foram perseguidos e presos novamente pelas tropas de ocupação;
5) libertar imediatamente todos os deputados membros do Conselho Legislativo Palestino, que foram eleitos pelo povo para exercer seu mandato e fortalecer a luta democrática na Palestina, e que hoje se encontram nas prisões israelenses;
6) o fim da política de isolamento dentro das prisões, que submete o preso a condições muito mais desumanas, pois o exclui da possibilidade de contato com outros presos e com seus familiares;
7) a libertação imediata de todas as crianças e jovens menores de 18 anos, pois seus direitos fundamentais assegurados por diversas resoluções e pela própria Carta de fundação da ONU estão sendo cotidianamente desrespeitados nas prisões israelenses, como direito à saúde, à educação etc.;
8) a libertação imediata de todos os presos que se encontram com doenças consideradas graves;
9) atendimento médico digno e acesso à medicação e tratamento adequado, com possibilidade de visitas de médicos indicados por familiares e/ou organizações de direitos humanos que acompanham e prestam assistência e ajuda humanitária aos presos;
10) garantia ao direito à educação e acesso ao ensino superior no interior das prisões israelenses, com direito aos presos de terem acesso a livros, revistas e jornais;
11) que o Estado de Israel respeite e cumpra os acordos e as convenções internacionais de direitos humanos em relação aos presos políticos palestinos.
A luta dos presos políticos palestinos por melhores condições de vida nas prisões e por sua libertação é parte fundamental da luta por justiça e pela paz na Palestina. Não haverá paz sem justiça. E justiça hoje significa tratar com dignidade e libertar todos os presos políticos encarcerados por lutarem pela libertação de sua pátria. A luta do movimento de libertação nacional palestino contra a ocupação israelense é uma luta legítima, inspirada na heroica resistência popular de outros povos que também lutaram e venceram o colonialismo, conquistando assim seu direito inalienável à soberania, à independência e a autodeterminação.
Pedimos a todas as forças democráticas e progressistas do mundo, e suas organizações políticas, sociais, culturais e humanitárias, bem como aos governos que defendem e praticam os princípios fundamentais dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, que divulguem este abaixo-assinado e que façam chegar às autoridades israelenses em seus países, pois a causa palestina é hoje uma causa de toda a humanidade.
Ninguém pode ficar impune quando comete uma injustiça. Chegou a hora de o Estado de Israel ser julgado pelos inúmeros crimes que vem cometendo contra o povo palestino.
PAZ, JUSTIÇA E LIBERDADE PARA A PALESTINA!

Convidamos a todos e todas pelo comprometimento com a causa. Chega de bombardeios e de assassinatos! Por uma Palestina livre, soberana e em paz!
Muito obrigado.

Ivan Valente
Deputado Federal PSOL/SP


Fonte:

sexta-feira, 1 de março de 2013

Doze presos políticos palestinos entram em greve de fome, parte deles segue em risco de morte



Há duas semanas as Forças Israelenses do Sistema Carcerário de Israel não permitem que os advogados da Associação Addameer visitem os prisioneiros políticos palestinos

Abaixo, conheça o perfil de alguns deles, detidos ilegalmente pelas Forças Israelenses 


Detento Ayman Sharawna, 36 anos, de HebronComeçou sua histórica greve de fome em 01/07/2012, para protestar e manifestar sua rejeição por ter sido recapturado. Sua detenção é justificada pela seção 186 da ordem militar israelense nº 1651, que autoriza a comissão especial militar a “cancelar a liberdade antecipada”  de detidos que são liberados por acordos em operações de troca de prisioneiros. Isso significa que Ayman Sharawna segue sob a condenação de mais 28 anos que sobraram de regra anterior.



Sharawana cessou sua greve de fome depois de ser enganado pela inteligência do departamento penitenciário israelense no final do mês de dezembro de 2012, mas retomou a greve em 17/01/2013 e atualmente está encarcerado em cela de isolamento na prisão de “Ayla” em Beer Sabee (BeerSheba), submetido a tratamento cruel e degradante por parte das forças israelenses, do sistema penitenciário e das forças especiais. 

Detento Samer Issawi, 33 anos, de Issawiya, distrito de Jerusalém
Samer Issawi foi preso em 07/07/2012, e iniciou sua greve de fome em 01/08/2012, também em protesto contra sua nova detenção. Ele é um dos presos políticos liberados durante o recente acordo de troca de prisioneiros, que ocorreu no final de ano 2011, assinado entre Hamas e Israel.
Há quase 8 meses em greve de fome, Issawi sofreu uma severa redução no peso, e hoje está com 45 quilos. Comparando ao peso de quando foi preso (68Kg) o palestino até hoje perdeu mais de 20 quilos.
Issawi está fraco e já não tem mais forças para andar. Movimenta-se com o auxílio de uma cadeira de rodas, e não em raras vezes ele se recusa também a beber água.
Em 21/02/2013 o tribunal israelense condenou Issawi por oito meses a partir da data de sua prisão, em razão de violação da ordem militar para não entrar nas áreas da Cisjordânia. A justificativa é baseada na já citada de seção nº 186 da ordem militar 1651, e obriga o preso a cumprir o restante de sua antiga condenação. No caso de Samer Issawi, ainda lhe resta 20 anos.


Há quase 8 meses em greve de fome, Issawi sofreu uma severa redução no peso, e hoje está com 45 quilos. Comparando ao peso de quando foi preso (68Kg) o palestino até hoje perdeu mais de 20 quilos.
Issawi está fraco e já não tem mais forças para andar. Movimenta-se com o auxílio de uma cadeira de rodas, e não em raras vezes ele se recusa também a beber água.
Em 21/02/2013 o tribunal israelense condenou Issawi por oito meses a partir da data de sua prisão, em razão de violação da ordem militar para não entrar nas áreas da Cisjordânia. A justificativa é baseada na já citada de seção nº 186 da ordem militar 1651, e obriga o preso a cumprir o restante de sua antiga condenação. No caso de Samer Issawi, ainda lhe resta 20 anos.
 
Detentos Jaffar Ezzedine, 41 anos, e Tariq Ka’adan, 40 anos, ambos da Aldeia Arraba – distrito Jenin
Os dois presos políticos palestinos entraram em greve de fome em 28/11/2012, e em 24/02/2013 foram transferidos da clinica prisional de Ramla para hospital Assaf Harofe, em decorrência do estado crítico de saúde dos dois e por se recusarem a beber água.
Oito prisioneiros declaram fazer parte da batalha em greve de fome
1)    Muna Ka’adan, da Aldeia Arraba – Distrito Jenin.
Entrou em greve de fome em solidariedade ao seu irmão Tariq. De acordo com as informações ela é mantida em isolamento punitivo na prisão Nefe Trtseia
2)    Maher Younes
O preso veterano começou sua greve de fome em 24/02/2013 e está detido na prisão de Jalboa. Declarou greve de fome para destacar a situação dos prisioneiros antes do Acordo de Oslo, que totaliza 106 prisioneiros, e para reforçar a necessidade de libertá-los. O prisioneiro Maher tem 54 anos e já passou mais de 30 anos atrás das grades
3)    Hazem Tawil, da cidade de Al Khalil ( Hebron)
Preso Administrativo, iniciou sua greve de fome um dia depois de ser preso pelas forças de ocupação, no dia 20/02/2013. Também faz parte da Revolução do Estômago Vazio para protestar contra as medidas ilegais da prisão administrativa, que lhe condenou, sem acusação formal, a 6 meses de detenção. Ele se encontra na prisão Ufer
4)    Samer El Baraq, 38 anos, da aldeia de Jeyos, distrito de Qalqilia
Prisioneiro desde julho de 2010 sob as condições da prisão administrativa. No dia 24/02/2013 o promotoria militar renovou a condenação de sua prisão administrativa por mais 3 meses, decisão que o motivou a declarar greve de fome. Anteriormente, durante 2 anos ele participou de várias greves nas carceragens israelenses. Ele está detido na prisão Hadarim

A Associação Addameer de Defesa aos Presos Palestinos e aos Direitos Humanos foi notificada sobre a decisão do prisioneiro Younes Al Haroob, que declarou greve de fome em protesto contra sua prisão administrativa.
Também os presos Omar Dar Deyab, Ayman Saqer, Sufian Rabi’i entraram em campanha aberta de greve de fome em apoio e solidariedade aos outros presos.

A Addameer manifesta sua profunda preocupação com a vida dos prisioneiros e detidos em greve de fome, e considera que uma solução justa para a questão dos prisioneiros é acatar as demandas dos encarcerados políticos, as exigências em relação ao tratamento dos prisioneiros e de todos os prisioneiros palestinos sob o direito humanitário internacional, em particular o da Convenção de  Genebra III e IV, e outras convenções do direito internacional dos direitos humanos.

A Addameer convoca a República Árabe do Egito para intervir duramente neste problema, trabalhando para a efetiva liberdade de todos os prisioneiros que foram detidos novamente depois de serem liberados em acordo. Também, obrigar as forças de ocupação a revogar a seção 186 que autoriza esse tipo de detenção.

A Associação Addameer condena a decisão do sistema carcerário de Israel de impedir a visita de seus advogados  aos presos que se encontram em greve de fome. A decisão é considerada uma afronta a nossa entidade, como uma tentativa desesperada para silenciar a voz da Associação que segue com seu trabalho constante de apoio e defesa dos presos, com o intuito de assegurar-lhes seus direitos e sua segurança.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Arafat Jaradat morto sob tortura


O ministro de Assuntos dos Prisioneiros, Issa Qaraqe, responsabilizou o governo de Israel pela morte de Arafat Jaradat, como consequência de tortura hedionda sofrida durante o interrogatório em Guantánamo Jalama, local apelidado pelos prisioneiros palestinos de "Matadouro Jalama".


A afirmação foi ratificada por Ziad abu Ein, subsecretário do Ministério. Ele desmentiu a informação oficial de que sua morte teria sido ocasionada por derrame ou ataque cardíaco, salientando a autópsia confirmou haver seis fraturas, no pescoço, nas pernas e em outras partes do seu corpo. Segundo assegurou, as marcas de torturas eram visíveis aos médicos israelenses e palestinos presentes no instituto de Abu Kabir. Na sua concepção, os responsáveis deveriam ser presos pela Interpol e julgados no Tribunal Penal Internacional.