quarta-feira, 10 de abril de 2013

Israel prossegue com a negligência médica sistemática contra presos palestinos em cárceres israelenses. A saúde dos prisioneiros em greve de fome continua em situação agravante


Ramallah Ocupada, 10 de Abril de 2013


Ziad Fares, um advogado da Associação Addameer em Defesa dos Presos e Direitos Humanos Associação participou recentemente de um encontro com o preso administrativo em greve de fome Samer Al-Barq (38 anos) na clínica da prisão Ramleh. O advogado confirmou que Al-Barq continua sua campanha de greve de fome, que começou em 27 de Fevereiro 2013, em protesto contra a renovação de uma ordem de detenção administrativa de três meses, emitida contra ele em 24 de fevereiro de 2013.

De acordo com Ziad, Al-Barq ingere apenas vitaminas, açúcar e água. Ele está sendo mantido em isolamento, tem tido problemas para se manter consciente, resultado de sua greve de fome, e seu estado de saúde é grave.

Al-Barq realizou três greves de fome durante os últimos dois anos, a mais recente aconteceu no período de 14 outubro de 2012 a 18 de Outubro de 2012, em protesto contra a sua detenção administrativa continuada, desde 11 de julho de 2010.

Durante a mesma visita à clínica da prisão Ramleh, Ziad também se reuniu com o prisioneiro Muhammad Al-Taj (41 anos), da cidade de Tubas, ao norte da Cisjordânia. A saúde de Al-Taj está em perigo, após um episódio de insuficiência pulmonar, e ele deve permanecer constantemente ligado ao oxigênio sem realizar nenhum esforço, para não agravar sua condição. Al-Taj atualmente ingere 12 comprimidos por dia, para manter sua condição estável. Mas as pílulas têm função paliativa, o que o deixa sem garantias de recuperação.

Al-Mahal foi transferido para o Hospital Mair em Kfar Saba há um mês, para realizar exames médicos, quando médicos constataram a necessidade de um transplante de pulmão e da realização de outros exames médicos. No entanto, o Serviço Prisional Israelense (IPS) ainda tem de responder às solicitações dos médicos para realizar esses procedimentos. Além disso, um médico de clínica da prisão Ramleh, teria informado ao advogado da Addameer que o IPS se recusa a cobrir os custos da operação.

De acordo com Ziad, o preso Al-Taj só dorme três horas por dia, em decorrência de sua doença e da dor. Sua saúde segue em estado extremamente precário, agravado pela negligência médica das autoridades israelenses.

Já entre fevereiro e março de 2012, Al-Taj havia realizado uma greve de fome de 67 dias, que terminou em 21 de Maio 2012, depois de fechar acordo com o IPS, segundo o qual ele seria tratado como um prisioneiro de guerra. A audiência foi programada  para 7 de abril de 2013, a ser realizada perante um tribunal, com o fim de considerar a redução de sua pena em um terço. Mas, a audiência foi adiada e seu estado de saúde segue em risco.

Younis Al-Huroub (31 anos), de Al-Khalil (Hebron), hoje entra em seu 50 º dia de greve de fome, em protesto contra a sua detenção continuada administrativa. A greve de fome, que começou em 19 de fevereiro de 2013, fez com que seu corpo se deteriorasse rapidamente.

Al-Huroub foi anteriormente detido por seis anos, de 2002 a 2008, é casado e tem dois filhos. Agora ele cumpre detenção administrativa, iniciada em 10 de julho de 2012, quando lhe foi dado uma ordem de prisão de seis meses, que foi, então, prorrogado por mais seis meses, poucos dias antes de sua ordem original ter expirado.

Advogados da Addameer ainda são proibidos de visitar o detento em greve de fome, Al-Huroub. Também não lhes são permitidas visitas ao prisioneiro Samer Al-Issawi, hospitalizado e em péssimas condições no Hospital Kaplan.

A Addameer renova o seu apelo ao Secretário-Geral das Nações Unidas e a todas as organizações internacionais para pressionar Israel, a potência ocupante, a liberar todos os presos administrativos em greve de fome, e atender às demandas dos presos para que a política da detenção administrativa seja extinta imediatamente. Addameer ainda apela à comunidade internacional para pressionar Israel a cumprir as suas obrigações como potência ocupante e prestar o atendimento médico adequado para todos os presos palestinos encarcerados atualmente em prisões israelenses. A Addameer também exige que medidas imediatas sejam tomadas para assegurar a libertação imediata do preso em greve de fome, Samer Al-Issawi, a fim de salvar sua vida.

O momento de agir é agora!

*A Addameer recomenda que sejam enviadas mensagens aos setores militares e políticos do governo israelense, exigindo a liberdade dos presos políticos palestinos em greve de fome nas prisões israelenses. Abaixo, a lista de organizações sugeridas pela Addameer:


  • Brigadier General Danny Efroni
    Military Judge Advocate General
    6 David Elazar Street
    Harkiya, Tel Aviv
    Israel
    Fax: +972 3 608 0366+972 3 569 4526
    Email: arbel@mail.idf.ilavimn@idf.gov.il
  • Maj. Gen. Nitzan Alon
    OC Central Command Nehemia Base, Central Command
    Neveh Yaacov, Jerusalam
    Fax: +972 2 530 5741
  • Deputy Prime Minister and Minister of Defense Ehud Barak
    Ministry of Defense
    37 Kaplan Street, Hakirya
    Tel Aviv 61909, Israel
    Fax: +972 3 691 6940 / 696 2757
  • Col. Eli Bar On
    Legal Advisor of Judea and Samaria PO Box 5
    Beth El 90631
    Fax: +972 2 9977326



  • terça-feira, 9 de abril de 2013

    Pesquisador alerta que 1070 cidadãos palestinos foram presos desde o início do ano


    O pesquisador responsável por assuntos dos prisioneiros, Abdul Nasser Farawana afirmou que "as forças de ocupação israelenses prenderam desde o início do ano 1070 cidadãos palestinos", revelando  "que houve um aumento de 8,4% no número de prisões registradas durante o primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado."

    Ele explicou que a ocupação intensificou também a prática de encarceramento de crianças durante os últimos três meses, contabilizando 234 crianças que foram detidas. Durante o mesmo período, no ano passado, foram detidas 200 crianças.


    Fonte da Noticia em árabe

    http://pflp.ps/news.php?id=4905

    quarta-feira, 3 de abril de 2013

    Segundo o Ministério dos Prisioneiros, há 25 casos de câncer entre os presos palestinos

    As informações revelam que as doenças se desenvolvem e são agravadas em decorrência de negligência médica

    Ramallah  1/4/2013 (com informações da WAFA) 

    O Ministério de Assuntos dos Prisioneiros e Libertados declarou  nesta segunda-feira (1) que a porcentagem das doenças malignas subiu entre os prisioneiros palestinos nos últimos anos, e que hoje há 25 casos decorrentes de negligência médica nas prisões israelenses.

    Um relatório divulgado pelo ministério disse que o surgimento de doenças malignas e tumores cancerígenos em prisioneiros são agravados por descuido médico uma vez que a maioria das doenças são descobertas muito tarde, depois de se espalhar descontroladamente pelo organismo dos detentos.


    O ministério confirma que as notícias geraram tensão entre os detidos, e que a situação piorou após a descoberta do câncer no pescoço e garganta do prisioneiro Maysara Abu Hamdia, que o colocou em perigo extremo de morte.

    O relatório acrescentou que 21 presos detidos na prisão Eichel entraram em campanha aberta de greve de fome desde o início da noite passada, em protesto contra a política prisional israelense de negligência médica, e para exigir a libertação dos  presos doentes, principalmente de Mayasara Abu Hamdiya. Outra situação que motivou a greve foram as agressões contra presos que foram algemados e colocados em celas individuais.

    A administração do serviço prisional  reconhece a existência de 25 casos de câncer entre os presos,
     entre eles estão:

    * O prisioneiro Mutassim Raddad (27 anos), residente da aldeia de Saida, distrito de Tulkarmt. Foi condenado a 25 anos de prisão e sofre de infecções decorrentes de tumores cancerígenos no intestino, hemorragia grave e contínua e dor intensa que provocou disfunções alimentares e anemia.

    Ele começou a se queixar de dor desde o princípio de sua prisão, em 2006, e não foram realizados os exames necessários para o início do tratamento, agravando a degradação de sua saúde. Recentemente foi tratado com quimioterapia e analgésicos, e segundo os médicos sua doença tem poucas chances de recuo.


    O prisioneiro afirmou ao advogado do ministérios que os médicos o orientaram a fazer uma cirurgia para remoção de todo o intestino, mas por falta de garantias de sucesso, ele desistiu e recusou passar pelo processo cirúrgico.

    * O prisioneiro Amer Mohammed Bahr (31 anos),  morador de Abu Dis. Foi condenado a 10 anos e sofre com tumores malignos e dor aguda no intestino e cólon. A administração prisional demorou dois anos para iniciar o tratamento, permitindo o desenvolvimento acelerado das infecções.
    De acordo com o prisioneiro, ele sofre de dores e tem percebido sangramento na urina. Além disso, diz sentir cansaço excessivo. Bahr foi transferido para hospital Soroka, onde foi informado por médicos de que as graves inflamações são decorrentes do tempo que passou sem tratamento e do avanço dos tumores. Segundo os médicos, o câncer se espalhou por todo o intestino e cólon e a situação do prisioneiros é muito grave.


    Bahr acrescentou que ficou na hospital da prisão Ramla por 7 meses, mas que não recebeu todas as medicações necessárias, apenas o Alkrtzon. Por isso sua saúde ficou em piores condições. A médica da prisão reconheceu que o tratamento químico só poderia ser realizado no Hospital Soroka.


    * O prisioneiro Fawaz Baara (38 anos), morador de Nablus, condenado a quatro condenações de prisão perpétua. Possui tumores no cérebro e pescoço, e sua doença foi descoberta logo após sua prisão. A dor é insuportável e a tendência é que o câncer se espalhe pelo corpo.


    O câncer entre os presos palestinos nas prisões israelenses é considerado uma epidemia, provocada pela negligência médica sistemática e deliberada contra os detentos. No caso de Baara, os dados revelam que a administração prisional recusou seu pedido de receber um médico e realizar os exames necessários, Segundo o preso, mesmo quando tratado com quimioterapia não sente melhora na saúde.

    sexta-feira, 29 de março de 2013

    Ás Vésperas do Dia da Terra, pesquisa revela o impacto negativo do Muro do Apartheid na Palestina, que priva mais de 50 mil moradores de Jerusalém de morar na cidade

    Ramallah 28/03/2013 (com informações da WAFA)


    Um relatório de monitoramento divulgado pelo Escritório Central de Estatísticas, na quinta-feira (28), às vésperas do Dia da Terra, revela a lista de violações israelenses contra o povo palestino e sua terra nos últimos anos.

    O relatório apontou que a ocupação israelense, de acordo com a Fundação Almaqdisi,
    demoliu, de 2000 a 2012, cerca de 1.124 edifícios em Jerusalém Oriental, o que resultou no deslocamento de cerca de 4.966 civis da cidade, incluindo 2586 crianças e 1.311 mulheres.

    A pesquisa apontou também que o total das perdas sofridas pelos palestinos em decorrência das demolições em Jerusalém chegou a três milhões de dólares, e a informação não inclui os gastos que os moradores prejudicados têm com as cobranças financeiras impostas por lei israelense com base no que é chamado de “violação de construção”, considerando as moradias palestinas como construções irregulares.

    De acordo com dados de organizações israelitas de direitos humanos, as autoridades d
    a ocupação demoliram cerca de 25 mil casas na Palestina desde 1967, alertando para um aumento da frequência de “auto-demolições” de casas desde 2000, período em que 303 cidadãos foram obrigados a demolir as suas casas por conta própria, assumindo, inclusive, os gastos para a execução. No ano de 2010, houve o maior percentual de “auto-demolição”, alcançando o número de 70 casos de demolição. No ano de 2009, houve 49 casos de demolição, e no ano de 2011, foram registrados 20 casos de auto-demolição, enquanto no mesmo período, em 2012, houve 14 casos.

    Apesar de ser um importante relatório e com resultados credíveis e oficiais, de acordo com a Fundação Maqdasi, o documento alerta que há também vários outros casos de auto-demolição reticente pela população, e que portanto se enquadram nos casos em que não são informados ou contabilizados pelos meios de comunicação, instituições de direitos humanos e organizações da sociedade civil.

    Enquanto os palestinos constituem 30% da população em Jerusalém, eles pagam 40% do valor dos impostos cobrados pelo município da ocupação e, em troca, o município gasta apenas 8% em serviços prestados aos cidadãos palestinos.

    Segundo o relatório, metade dos colonos vivem no distrito de Jerusalém. O número de postos de assentamentos e bases militares israelenses, no final de 2012, na Cisjordânia, era de 482 postos. O número de colonos, na mesma região, chegou a 536.932 até o final do ano de 2011.

    A partir dos dados publicados, nota-se que 49,8% dos colonos vivem no distrito de Jerusalém, onde formam um grupo de cerca de 267.643, dos quais 199,647 vivem na região de Jerusalém Oriental. Na Cisjordânia, há 21 colonos para cada 100 palestinos e, no distrito de Jerusalém, cerca de 68 colonos para cada 100 palestinos.

    Outro ponto analisado pela pesquisa são os prejuízos dos cidadãos que convivem com a expansão diária do muro de separação étnica, explicando que a construção proíbe mais de 50 mil titulares de identidade de Jerusalém de residir na cidade.

    Segundo dados do Instituto (Arij) de Pesquisa Aplicada
    o muro ainda deve se expandir até o muro de anexação, e avançar cerca de 780 quilômetros de distância. A obra teve 61% dela já concluída.


    Estima-se de acordo com o traçado do muro, que a área dos territórios palestinos isolada e sitiada entre o muro e as fronteiras de 1948 a
    umentaram cerca de 680 quilômetros quadrados no ano de 2012, representando cerca de 12% de comprimento na Cisjordânia, dos quais cerca de 454 km² são campos agrícolas, pastagens e áreas abertas,117 km² inexplorado como assentamentos e bases militares, e 89 km² de floresta, além dos 20 km² de terra com construções palestinas.

    O muro isola permanentemente cerca de 37 localidades habitadas por mais de 300 mil pessoas,
    e concentra-se a maioria das congregações em Jerusalém por 24 localidades habitadas por mais de um quarto de milhão de pessoas. O muro também priva mais de 50 mil titulares de identidade de Jerusalém de acesso e de residência em Jerusalém, e cerca 173 localidades habitadas por mais de 850 mil habitantes, região da cidade de Qalqilya.

    O relatório mostrou que cerca de 11,8 milhões de pessoas viv
    iam na Palestina histórica no ano de 2012, em área de cerca de 27.000 km², e que os judeus constituiam 51% da população total, e exploravam mais de 85% da área total, enquanto o percentual de palestinos era de 49% do total da população e exploravam cerca de 15% da área de terra. Tais dados levam à conclusão de que o indivíduo palestino tem direito a menos de um quarto do espaço da terra que o colono israelense.

    No ano de 2012, houve um feroz ataque aos territórios palestinos, quando tomaram mais de 24 mil hectares de terra para confisco, escavações ou queimadas, e mais de 13 mil árvores frutíferas destruídas. Isso significa agressão ao meio ambiente palestino, bem como autoridades de ocupação anunciaram a ratificação do estabelecimento de mais de 36 mil unidades habitacionais concentradas em assentamentos nas proximidades de Jerusalém.

    Em março de 2012, o número de prisioneiros palestinos em prisões e cadeias israelenses chegou a 4.900 prisioneiros, incluindo 167 presos administrativo, 12 mulheres, 235 crianças, cerca de 300 pacientes prisioneiros, incluindo 14
    internados em hospitais, 14 deputados e três ex-ministros, além de 105 prisioneiros detidos antes do acordo de Oslo, incluindo 76 prisioneiros que estão há mais de 20 anos encarcerados e 25 prisioneiros que passaram mais de 25 anos aprisionados.

    quarta-feira, 27 de março de 2013

    10 Palestinos foram presos hoje, pelas forças de ocupação israelenses em Cisjordânia.


    Hebron 27/03/2013 (WAFA) - As forças de ocupação israelenses prenderam nesta quarta-feira, 10 cidadãos de Hebron e Nablus.

    Fontes de segurança disserem para 'Wafa', que as forças de ocupação invadiram a cidade de Hebron, e prenderam cinco cidadãos palestinos, são eles: Mohammed Tahssen Schauer, Amjad Hammouri, Jawad 'Mohammad Yahya Jabari', e Abdul-Khaliq Hasan Natshe, e o membro de conselho legislativo Mohammed Jamal Natshe, depois de invadir suas casas e adulterado o  conteúdo.

    As mesmas fontes acrescentaram que as forças de ocupação israelenses,  invadiram uma casa pertencente a Salamah Salaymeh, a casa tinha 3 andares no local a leste de Hebron, e foi transformada em um quartel militar.

    Em Nablus, forças de ocupação israelenses prenderam quatro cidadãos de Aldeia Burqa norte-oeste da cidade.

    De acordo com fontes de segurança, que um número de jipes militares invadiram aldeia de Burqa, fizeram a inspeção de um número de casas e prenderam Zeid Ghassan Abdul Latif Abu Omar (20 anos), Amar Ragheb Muhammad Salah (21 anos), Mohammed Naji Mohammed Abu Omar (23 anos), Yusuf Ali e Mohammed Abu Omar (19 anos).

    Forças de ocupação também prenderam  um jovem do campo de refugiados de Balata, ontem à noite, no posto de controle de Hamra no Vale do Jordão em distrito de Tubas.

    As fontes de segurança informaram, que a ocupação israelense prendeu o rapaz Mohammed Ashraf Hussein Abuamrh (17 anos), do campo de refugiados Balata em Nablus, ao cruzar a barreira que esteve fechada ontem, por varias horas e por ordem das forças de ocupação mencionando razões  de segurança, depois que o isolou cidade de Jenin da cidade de Tubas, impedia os cidadãos de voltar para suas casas nessa barreira.

    No mesmo contexto, as forças de ocupação israelenses na madrugada de hoje, na cidade de Jenin e as aldeias de Beit Qad e Jalqamus leste da cidade, fez uma busca mas nenhuma prisão foi relatada.

    terça-feira, 26 de março de 2013

    Israel mantém 15 deputados palestinos em cárceres israelenses





    Abaixo, os nomes dos deputados mantidos aprisionados:

    1-      Marwan Barghouthi   - Ramallah: preso desde 15/04/2002. Está na prisão Hadarim, com 5 condenações de prisão perpétua .
    2-      Ahmad  Sa’adat   - Ramallah: preso desde 15/03/2006. Está na prisão Hadarim,  condenado a 30 anos de prisão.
    3-      Jamal Al Haj ( Tirawi) – Nablus: Preso desde 29/05/2007. Está na prisão Majdo, condenado a 30 anos.
    4-      Nayif Mahmud Mohamad Al Rajoub:  preso desde 01/12/2010. Está na prisão Nakab – sob detenção administrativa de 4 meses, a qual tem sido sempre renovada.
    5-      Hassan Yousef – Ramallah: preso desde 01/11/2011. Está na prisão Ufer, aguardando o julgamento.
    6-      Mohamad Totah  - Jerusalém: preso desde 23/01/2012. Está na prisão Jalbo’u – aguardando o julgamento.
    7-      Ahmad Mobarak – Al-Beirah: preso desde 15/07/2012. Está na Prisão Ufer, aguardando o julgamento.
    8-      Mahmud Ramhi – Ramallah: preso desde 23/11/2012, Está na prisão Ufer, sob detenção administrativa de 6 meses.
    9-      Fathi Qar’awi – Tulkarem: preso desde 23/11/2012. Está na prisão Majdo, sob detenção administrativa de 3 meses.
    10-   Bassem Za’arir – Al-Khalil (Hebron): preso desde 23/11/2012. Está na prisão Nakab, sob detenção administrativa de 6 meses.
    11-   Imad Nofal – Qalqilia: preso desde 23/11/2012. Está na prisão Majdo, aguardando o julgamento.
    12-   Yasser mansour – Nablus: preso desde 24/11/2012. Está na Prisão Majdo, sob detenção administrativa.
    13-   Mohamad Ismael Othman Al-Tal – AL-Kahalil  (Hebron): preso desde 04/02/2013. Está na prisão Ufer, sob detenção administrativa de 6 meses, que  ainda não entro em vigor.
    14-   Hatem Kofesha – Al-Khalil ( Hebron): preso desde 04/02/2013. Está na prisão Ufer, sob detenção administrativa de 04/02 a 04/09/2013.
    15-   Ahmad Atwan – Jerusalém e deportado  para Ramallah: preso desde 04/02/2013. Está na prisão Ufer, sob detenção administrativa de 6 meses que ainda não entrou em prática.

    Fonte: Associação Addameer de Direitos Humanos e Defesa dos Prisioneiros Políticos

    segunda-feira, 25 de março de 2013

    Jornalistas detidos em cárceres israelenses

    Forças israelenses iniciam campanha de detenções arbitrárias contra profissionais da comunicação na Cisjordânia e Jerusalém; vários foram  alvos de tiros enquanto cobriam manifestações


    A Associação Addameer de Direitos Humanos e Apoio aos Prisioneiros está profundamente preocupada com o crescente número de detenções de jornalistas e profissionais da área de comunicação na Cisjordânia e Jerusalém, especialmente desde o início deste ano, com registros de inúmeros casos de detenção sem acusação clara e específica, o que revela um processo de encarceramento arbitrário com o intuito de silenciar a veiculação de notícias da cobertura jornalística da atual situação na Palestina e de ferir a liberdade de expressão.

    A Addameer registrou 13 casos de prisão de jornalistas em cárceres israelenses. A maioria deles foi presa neste ano, sendo que seis jornalistas foram detidos durante os três primeiros meses deste ano, enquanto, no ano passado, foram presos dois.
    Há o caso também de um jornalista mantido sob prisão domiciliar na cidade de Jerusalém, e que segue proibido de entrar na Cisjordânia.

    A seguir, cronologicamente, estão os nomes dos jornalistas detidos em prisões israelenses:

     1. Yasin Abu Khadir, de Shuafat / Jerusalém. É o mais antigo jornalista palestino detido em prisões israelenses. Foi preso em 27/12/1987 e enfrenta uma pena de 28 anos. Ele trabalhava no jornal Al-Quds.
    2. Mahmoud Issa, de Anata / Jerusalém. Foi preso em 06/03/1993 e enfrenta três penas de prisão perpétua e 41 anos. Ele estava trabalhando no jornal Alhaq e Alhoriya, editadas em territórios palestinos ocupados de 1948.
    3. Mohammed Taj, de Tubas / Jenin. Detido desde 19/11/2003 e condenado a 14 anos de prisão. Ele trabalhou como escritor e jornalista na Frente pela Libertação da Palestina.
    4. Ahmed El Saifi, de Birzeit / Ramallah. Era estudante da Universidade de Birzeit, onde cursava jornalismo. Foi preso em 19/8/2009 e condenado a 19 anos de prisão.

    5. Amer Abu Arfa, de Hebron. Detento administrativo desde 20/08/2011, sem acusação ou julgamento formal. Trabalhava como correpondente da Agência Shihab.

    6. Sharif Rajoub, de Hebron. Detido desde 06/03/2012 e aguardando julgamento. Ele trabalhava na rádio Sawt Al-Aqsa, em Hebron.

    7. Murad Abu Baha, de Ramallah. Detido desde 15/06/2012. Segue  aguardando julgamento. Ele trabalhava como assessor de imprensa do Conselho Legislativo, em Ramallah.
    8. Annan Ajawi, de Haja / Jenin. Tem 28 anos e foi preso em 16/01/2013, quando estava retornando de sua viagem ao Egito. Segue detido sem acusação ou julgamento formal. Ele trabalhava como jornalista em diversas instituições.

    9. Mohamed Saba'na, de Qabatiya / Jenin. Preso em 17/02/2013 durante seu retorno da Jordânia. Ele segue em prisão preventiva até que a investigações sejam finalizadas. Mohamed Saba’na é cartunista.

    10. Musab Shawar, de Hebron. Foi preso em 25/02/2013 e até o momento preso sem acusação ou formal. Ele trabalhava na rádio Hebron, como apresentador em programa que abordava a situação dos prisioneiros palestinos.
    11. Bakr Attili, de Nablus. Tem 27 anos e foi preso em 06/03/2013. Segue detido sem acusação ou julgamento formal. Ele trabalhava como fotógrafo e produtor independente de muitos canais de televisão.

    12. Tareq Abu Zeid, de Jenin. Foi preso em 08/03/2013 e segue em prisão preventiva até que as investigações sejam finalizadas. Ele trabalhava como correspondente da  TV Al-Aqsa.
    13. Walid Khaled, de Sakaka / Salfit. Foi preso em 10/03/2013 e segue em prisão preventiva até que as investigações sejam finalizadas. Ele era o diretor do jornal Palestina Hoje.
    Vale ressaltar que o jornalista Rasim Obeidat segue proibido de entrar em áreas da Cisjordânia desde 30/01/2012, sem justificativas claras e específicas para este impedimento. É importante frisar que tal proibição é uma violação das leis e convenções sobre liberdade dos jornalistas e da exerção plena de seu trabalho.
    Além das dificuldades do trabalho dos jornalistas que atuam sob duras condições para cobrir fatos no território palestino ocupado, observa-se que existem severas restrições impostas pelos soldados da ocupação, além da violência contra jornalistas e fotógrafos ao impedi-los de exercer o seu trabalho para a transmissão dos acontecimentos a nível internacional.
    Lembramos aqui as lesões sofridas pelo fotojornalista Atta E'oissat e o jornalista Mahfouz Abu Turk as forças israelenses dispararam bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha na cidade ocupada de Jerusalém. E que no dia 08/03, o fotógrafo Haitham Khatib foi atingido diretamente por bombas e o fotojornalista Jihad El Kadi foi baleado no abdômen enquanto cobriam os confrontos no checkpoint  de Ofer, perto de Ramallah.
    A Associação Addameer condena fortemente a perseguição contínua praticada pelo exército israelense contra as jornalistas e repórteres. Tal prática que constitui uma clara violação dos direitos humanos e legais e profissionais é um flagrante a violação de todas as leis, normas e convenções internacionais que garantem a liberdade de opinião e de expressão. A Addameer também acredita que a detenção arbitrária de e a violência contra jornalistas palestinos fazem parte de uma política sistemática que visa calar os meios de comunicação palestinos.
    Por fim, a Addameer lamenta o silêncio das instituições internacionais em relação à situação dos jornalistas palestinos, às prisões e perseguição direta, e pede pressão das autoridades e organizações de Direitos Humanos para exigir a libertação imediata dos jornalistas e profissionais de mídia detidos em cárceres israelenses.