sexta-feira, 29 de março de 2013

Ás Vésperas do Dia da Terra, pesquisa revela o impacto negativo do Muro do Apartheid na Palestina, que priva mais de 50 mil moradores de Jerusalém de morar na cidade

Ramallah 28/03/2013 (com informações da WAFA)


Um relatório de monitoramento divulgado pelo Escritório Central de Estatísticas, na quinta-feira (28), às vésperas do Dia da Terra, revela a lista de violações israelenses contra o povo palestino e sua terra nos últimos anos.

O relatório apontou que a ocupação israelense, de acordo com a Fundação Almaqdisi,
demoliu, de 2000 a 2012, cerca de 1.124 edifícios em Jerusalém Oriental, o que resultou no deslocamento de cerca de 4.966 civis da cidade, incluindo 2586 crianças e 1.311 mulheres.

A pesquisa apontou também que o total das perdas sofridas pelos palestinos em decorrência das demolições em Jerusalém chegou a três milhões de dólares, e a informação não inclui os gastos que os moradores prejudicados têm com as cobranças financeiras impostas por lei israelense com base no que é chamado de “violação de construção”, considerando as moradias palestinas como construções irregulares.

De acordo com dados de organizações israelitas de direitos humanos, as autoridades d
a ocupação demoliram cerca de 25 mil casas na Palestina desde 1967, alertando para um aumento da frequência de “auto-demolições” de casas desde 2000, período em que 303 cidadãos foram obrigados a demolir as suas casas por conta própria, assumindo, inclusive, os gastos para a execução. No ano de 2010, houve o maior percentual de “auto-demolição”, alcançando o número de 70 casos de demolição. No ano de 2009, houve 49 casos de demolição, e no ano de 2011, foram registrados 20 casos de auto-demolição, enquanto no mesmo período, em 2012, houve 14 casos.

Apesar de ser um importante relatório e com resultados credíveis e oficiais, de acordo com a Fundação Maqdasi, o documento alerta que há também vários outros casos de auto-demolição reticente pela população, e que portanto se enquadram nos casos em que não são informados ou contabilizados pelos meios de comunicação, instituições de direitos humanos e organizações da sociedade civil.

Enquanto os palestinos constituem 30% da população em Jerusalém, eles pagam 40% do valor dos impostos cobrados pelo município da ocupação e, em troca, o município gasta apenas 8% em serviços prestados aos cidadãos palestinos.

Segundo o relatório, metade dos colonos vivem no distrito de Jerusalém. O número de postos de assentamentos e bases militares israelenses, no final de 2012, na Cisjordânia, era de 482 postos. O número de colonos, na mesma região, chegou a 536.932 até o final do ano de 2011.

A partir dos dados publicados, nota-se que 49,8% dos colonos vivem no distrito de Jerusalém, onde formam um grupo de cerca de 267.643, dos quais 199,647 vivem na região de Jerusalém Oriental. Na Cisjordânia, há 21 colonos para cada 100 palestinos e, no distrito de Jerusalém, cerca de 68 colonos para cada 100 palestinos.

Outro ponto analisado pela pesquisa são os prejuízos dos cidadãos que convivem com a expansão diária do muro de separação étnica, explicando que a construção proíbe mais de 50 mil titulares de identidade de Jerusalém de residir na cidade.

Segundo dados do Instituto (Arij) de Pesquisa Aplicada
o muro ainda deve se expandir até o muro de anexação, e avançar cerca de 780 quilômetros de distância. A obra teve 61% dela já concluída.


Estima-se de acordo com o traçado do muro, que a área dos territórios palestinos isolada e sitiada entre o muro e as fronteiras de 1948 a
umentaram cerca de 680 quilômetros quadrados no ano de 2012, representando cerca de 12% de comprimento na Cisjordânia, dos quais cerca de 454 km² são campos agrícolas, pastagens e áreas abertas,117 km² inexplorado como assentamentos e bases militares, e 89 km² de floresta, além dos 20 km² de terra com construções palestinas.

O muro isola permanentemente cerca de 37 localidades habitadas por mais de 300 mil pessoas,
e concentra-se a maioria das congregações em Jerusalém por 24 localidades habitadas por mais de um quarto de milhão de pessoas. O muro também priva mais de 50 mil titulares de identidade de Jerusalém de acesso e de residência em Jerusalém, e cerca 173 localidades habitadas por mais de 850 mil habitantes, região da cidade de Qalqilya.

O relatório mostrou que cerca de 11,8 milhões de pessoas viv
iam na Palestina histórica no ano de 2012, em área de cerca de 27.000 km², e que os judeus constituiam 51% da população total, e exploravam mais de 85% da área total, enquanto o percentual de palestinos era de 49% do total da população e exploravam cerca de 15% da área de terra. Tais dados levam à conclusão de que o indivíduo palestino tem direito a menos de um quarto do espaço da terra que o colono israelense.

No ano de 2012, houve um feroz ataque aos territórios palestinos, quando tomaram mais de 24 mil hectares de terra para confisco, escavações ou queimadas, e mais de 13 mil árvores frutíferas destruídas. Isso significa agressão ao meio ambiente palestino, bem como autoridades de ocupação anunciaram a ratificação do estabelecimento de mais de 36 mil unidades habitacionais concentradas em assentamentos nas proximidades de Jerusalém.

Em março de 2012, o número de prisioneiros palestinos em prisões e cadeias israelenses chegou a 4.900 prisioneiros, incluindo 167 presos administrativo, 12 mulheres, 235 crianças, cerca de 300 pacientes prisioneiros, incluindo 14
internados em hospitais, 14 deputados e três ex-ministros, além de 105 prisioneiros detidos antes do acordo de Oslo, incluindo 76 prisioneiros que estão há mais de 20 anos encarcerados e 25 prisioneiros que passaram mais de 25 anos aprisionados.

quarta-feira, 27 de março de 2013

10 Palestinos foram presos hoje, pelas forças de ocupação israelenses em Cisjordânia.


Hebron 27/03/2013 (WAFA) - As forças de ocupação israelenses prenderam nesta quarta-feira, 10 cidadãos de Hebron e Nablus.

Fontes de segurança disserem para 'Wafa', que as forças de ocupação invadiram a cidade de Hebron, e prenderam cinco cidadãos palestinos, são eles: Mohammed Tahssen Schauer, Amjad Hammouri, Jawad 'Mohammad Yahya Jabari', e Abdul-Khaliq Hasan Natshe, e o membro de conselho legislativo Mohammed Jamal Natshe, depois de invadir suas casas e adulterado o  conteúdo.

As mesmas fontes acrescentaram que as forças de ocupação israelenses,  invadiram uma casa pertencente a Salamah Salaymeh, a casa tinha 3 andares no local a leste de Hebron, e foi transformada em um quartel militar.

Em Nablus, forças de ocupação israelenses prenderam quatro cidadãos de Aldeia Burqa norte-oeste da cidade.

De acordo com fontes de segurança, que um número de jipes militares invadiram aldeia de Burqa, fizeram a inspeção de um número de casas e prenderam Zeid Ghassan Abdul Latif Abu Omar (20 anos), Amar Ragheb Muhammad Salah (21 anos), Mohammed Naji Mohammed Abu Omar (23 anos), Yusuf Ali e Mohammed Abu Omar (19 anos).

Forças de ocupação também prenderam  um jovem do campo de refugiados de Balata, ontem à noite, no posto de controle de Hamra no Vale do Jordão em distrito de Tubas.

As fontes de segurança informaram, que a ocupação israelense prendeu o rapaz Mohammed Ashraf Hussein Abuamrh (17 anos), do campo de refugiados Balata em Nablus, ao cruzar a barreira que esteve fechada ontem, por varias horas e por ordem das forças de ocupação mencionando razões  de segurança, depois que o isolou cidade de Jenin da cidade de Tubas, impedia os cidadãos de voltar para suas casas nessa barreira.

No mesmo contexto, as forças de ocupação israelenses na madrugada de hoje, na cidade de Jenin e as aldeias de Beit Qad e Jalqamus leste da cidade, fez uma busca mas nenhuma prisão foi relatada.

terça-feira, 26 de março de 2013

Israel mantém 15 deputados palestinos em cárceres israelenses





Abaixo, os nomes dos deputados mantidos aprisionados:

1-      Marwan Barghouthi   - Ramallah: preso desde 15/04/2002. Está na prisão Hadarim, com 5 condenações de prisão perpétua .
2-      Ahmad  Sa’adat   - Ramallah: preso desde 15/03/2006. Está na prisão Hadarim,  condenado a 30 anos de prisão.
3-      Jamal Al Haj ( Tirawi) – Nablus: Preso desde 29/05/2007. Está na prisão Majdo, condenado a 30 anos.
4-      Nayif Mahmud Mohamad Al Rajoub:  preso desde 01/12/2010. Está na prisão Nakab – sob detenção administrativa de 4 meses, a qual tem sido sempre renovada.
5-      Hassan Yousef – Ramallah: preso desde 01/11/2011. Está na prisão Ufer, aguardando o julgamento.
6-      Mohamad Totah  - Jerusalém: preso desde 23/01/2012. Está na prisão Jalbo’u – aguardando o julgamento.
7-      Ahmad Mobarak – Al-Beirah: preso desde 15/07/2012. Está na Prisão Ufer, aguardando o julgamento.
8-      Mahmud Ramhi – Ramallah: preso desde 23/11/2012, Está na prisão Ufer, sob detenção administrativa de 6 meses.
9-      Fathi Qar’awi – Tulkarem: preso desde 23/11/2012. Está na prisão Majdo, sob detenção administrativa de 3 meses.
10-   Bassem Za’arir – Al-Khalil (Hebron): preso desde 23/11/2012. Está na prisão Nakab, sob detenção administrativa de 6 meses.
11-   Imad Nofal – Qalqilia: preso desde 23/11/2012. Está na prisão Majdo, aguardando o julgamento.
12-   Yasser mansour – Nablus: preso desde 24/11/2012. Está na Prisão Majdo, sob detenção administrativa.
13-   Mohamad Ismael Othman Al-Tal – AL-Kahalil  (Hebron): preso desde 04/02/2013. Está na prisão Ufer, sob detenção administrativa de 6 meses, que  ainda não entro em vigor.
14-   Hatem Kofesha – Al-Khalil ( Hebron): preso desde 04/02/2013. Está na prisão Ufer, sob detenção administrativa de 04/02 a 04/09/2013.
15-   Ahmad Atwan – Jerusalém e deportado  para Ramallah: preso desde 04/02/2013. Está na prisão Ufer, sob detenção administrativa de 6 meses que ainda não entrou em prática.

Fonte: Associação Addameer de Direitos Humanos e Defesa dos Prisioneiros Políticos

segunda-feira, 25 de março de 2013

Jornalistas detidos em cárceres israelenses

Forças israelenses iniciam campanha de detenções arbitrárias contra profissionais da comunicação na Cisjordânia e Jerusalém; vários foram  alvos de tiros enquanto cobriam manifestações


A Associação Addameer de Direitos Humanos e Apoio aos Prisioneiros está profundamente preocupada com o crescente número de detenções de jornalistas e profissionais da área de comunicação na Cisjordânia e Jerusalém, especialmente desde o início deste ano, com registros de inúmeros casos de detenção sem acusação clara e específica, o que revela um processo de encarceramento arbitrário com o intuito de silenciar a veiculação de notícias da cobertura jornalística da atual situação na Palestina e de ferir a liberdade de expressão.

A Addameer registrou 13 casos de prisão de jornalistas em cárceres israelenses. A maioria deles foi presa neste ano, sendo que seis jornalistas foram detidos durante os três primeiros meses deste ano, enquanto, no ano passado, foram presos dois.
Há o caso também de um jornalista mantido sob prisão domiciliar na cidade de Jerusalém, e que segue proibido de entrar na Cisjordânia.

A seguir, cronologicamente, estão os nomes dos jornalistas detidos em prisões israelenses:

 1. Yasin Abu Khadir, de Shuafat / Jerusalém. É o mais antigo jornalista palestino detido em prisões israelenses. Foi preso em 27/12/1987 e enfrenta uma pena de 28 anos. Ele trabalhava no jornal Al-Quds.
2. Mahmoud Issa, de Anata / Jerusalém. Foi preso em 06/03/1993 e enfrenta três penas de prisão perpétua e 41 anos. Ele estava trabalhando no jornal Alhaq e Alhoriya, editadas em territórios palestinos ocupados de 1948.
3. Mohammed Taj, de Tubas / Jenin. Detido desde 19/11/2003 e condenado a 14 anos de prisão. Ele trabalhou como escritor e jornalista na Frente pela Libertação da Palestina.
4. Ahmed El Saifi, de Birzeit / Ramallah. Era estudante da Universidade de Birzeit, onde cursava jornalismo. Foi preso em 19/8/2009 e condenado a 19 anos de prisão.

5. Amer Abu Arfa, de Hebron. Detento administrativo desde 20/08/2011, sem acusação ou julgamento formal. Trabalhava como correpondente da Agência Shihab.

6. Sharif Rajoub, de Hebron. Detido desde 06/03/2012 e aguardando julgamento. Ele trabalhava na rádio Sawt Al-Aqsa, em Hebron.

7. Murad Abu Baha, de Ramallah. Detido desde 15/06/2012. Segue  aguardando julgamento. Ele trabalhava como assessor de imprensa do Conselho Legislativo, em Ramallah.
8. Annan Ajawi, de Haja / Jenin. Tem 28 anos e foi preso em 16/01/2013, quando estava retornando de sua viagem ao Egito. Segue detido sem acusação ou julgamento formal. Ele trabalhava como jornalista em diversas instituições.

9. Mohamed Saba'na, de Qabatiya / Jenin. Preso em 17/02/2013 durante seu retorno da Jordânia. Ele segue em prisão preventiva até que a investigações sejam finalizadas. Mohamed Saba’na é cartunista.

10. Musab Shawar, de Hebron. Foi preso em 25/02/2013 e até o momento preso sem acusação ou formal. Ele trabalhava na rádio Hebron, como apresentador em programa que abordava a situação dos prisioneiros palestinos.
11. Bakr Attili, de Nablus. Tem 27 anos e foi preso em 06/03/2013. Segue detido sem acusação ou julgamento formal. Ele trabalhava como fotógrafo e produtor independente de muitos canais de televisão.

12. Tareq Abu Zeid, de Jenin. Foi preso em 08/03/2013 e segue em prisão preventiva até que as investigações sejam finalizadas. Ele trabalhava como correspondente da  TV Al-Aqsa.
13. Walid Khaled, de Sakaka / Salfit. Foi preso em 10/03/2013 e segue em prisão preventiva até que as investigações sejam finalizadas. Ele era o diretor do jornal Palestina Hoje.
Vale ressaltar que o jornalista Rasim Obeidat segue proibido de entrar em áreas da Cisjordânia desde 30/01/2012, sem justificativas claras e específicas para este impedimento. É importante frisar que tal proibição é uma violação das leis e convenções sobre liberdade dos jornalistas e da exerção plena de seu trabalho.
Além das dificuldades do trabalho dos jornalistas que atuam sob duras condições para cobrir fatos no território palestino ocupado, observa-se que existem severas restrições impostas pelos soldados da ocupação, além da violência contra jornalistas e fotógrafos ao impedi-los de exercer o seu trabalho para a transmissão dos acontecimentos a nível internacional.
Lembramos aqui as lesões sofridas pelo fotojornalista Atta E'oissat e o jornalista Mahfouz Abu Turk as forças israelenses dispararam bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha na cidade ocupada de Jerusalém. E que no dia 08/03, o fotógrafo Haitham Khatib foi atingido diretamente por bombas e o fotojornalista Jihad El Kadi foi baleado no abdômen enquanto cobriam os confrontos no checkpoint  de Ofer, perto de Ramallah.
A Associação Addameer condena fortemente a perseguição contínua praticada pelo exército israelense contra as jornalistas e repórteres. Tal prática que constitui uma clara violação dos direitos humanos e legais e profissionais é um flagrante a violação de todas as leis, normas e convenções internacionais que garantem a liberdade de opinião e de expressão. A Addameer também acredita que a detenção arbitrária de e a violência contra jornalistas palestinos fazem parte de uma política sistemática que visa calar os meios de comunicação palestinos.
Por fim, a Addameer lamenta o silêncio das instituições internacionais em relação à situação dos jornalistas palestinos, às prisões e perseguição direta, e pede pressão das autoridades e organizações de Direitos Humanos para exigir a libertação imediata dos jornalistas e profissionais de mídia detidos em cárceres israelenses.

sábado, 23 de março de 2013

Vídeo mostra soldados israelenses espancando e prendendo crianças palestinas

Um vídeo divulgado pela ONG de direitos humanos B’Tselem mostra soldados israelenses detendo crianças palestinas que seguiam para a escola nesta quarta-feira (20/03), em Hebron. Nas imagens, os oficiais agarram e espancam os jovens, que tentam desesperadamente se desvencilhar da prisão. Em uma das cenas, uma criança chora enquanto estende os braços em direção ao pai.

A reportagem é publicada por Opera Mundi, 20-03-2013.

Em Israel, a prisão de crianças maiores de 12 anos é autorizada pela lei militar. A legislação define que crianças com menos de 14 anos não podem ser condenadas a mais de seis meses de cadeia. Na maioria dos casos, as penas ficam entre duas semanas e dez meses.

O flagrante de agressão, filmado por um ativista estrangeiro, foi condenado pela B’Tselem, que demandou “intervenção urgente” para libertar as 20 crianças detidas, que têm, de acordo com a ONG, “entre oito e 10 anos” de idade.

Coincidentemente, dia 13 de março o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) lançou relatório no qual acusa Israel de maus-tratos contra menores palestinos presos. "Em nenhum outro país as crianças são sistematicamente julgadas por tribunais militares para menores que, por definição, não fornecem as garantias necessárias ao respeito dos direitos deles", enfatiza o documento.

O Unicef avalia em "cerca de 700 por ano o número de crianças palestinas de 12 a 17 anos, em sua maioria meninos, presos, interrogados e detidos pelo exército, a polícia e os agentes de segurança israelenses".

"Esses maus-tratos incluem a prisão de crianças na casa delas entre meia-noite e 5h por soldados armados de maneira pesada, o fato de vendar as crianças e amarrar suas mãos", segundo o relatório, que também cita "confissões forçadas e ausência de acesso a um advogado ou a membros da família durante o interrogatório".

"Essas práticas violam o direito internacional que protege as crianças contra os maus-tratos quando elas entram em contato com as forças da ordem e instituições militares ou judiciárias", conclui o documento.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Administração da prisão Raymond priva os prisioneiros de receber visita por um mês inteiro

21/03/2013
De acordo com Centro de Estudos de Prisioneiros Palestinos , os administradores da prisão Raymond informou aos prisioneiros a intenção de privá-los de visitas durante um mês inteiro, e que a punição estaria motivada em razão da greve de fome iniciada na última terça-feira.


O Porta-voz do Centro na Cisjordânia esclareceu que os prisioneiros de três prisões, Rimon, Eichel e Nafha, também na terça- feira, entraram em greve de fome por um dia apenas para garantir a distribuição de três refeições por dia e para exigir a aplicação e cumprimento do acordo assinado pela Forças de Ocupação, patrocinado pelo Egito após greve em abril do ano passado, e em solidariedade a dois presos palestinos da Faixa de Gaza, que se encontram no isolamento, Dirar  Abussessa e Awad al-Saidi. Os prisioneiros alertaram aos administradores que esta greve é um aviso e se a administração não atender às exigências dos prisioneiros, pretendem escalar seus protestos contra o serviço prisional até que seus direitos sejam conquistados.


O porta voz do Centro, Kaher Abokmal, esclareceu que a administração respondeu a ações dos prisioneiros de greve com medidas arbitrárias agressivas, e comunicou-lhes sobre  cancelamento das visitas por um mês hoje, ameaçando-os em caso de uma possível escalada. O departamento deve nos próximos dias tomar mais medidas arbitrárias contra eles.

O Centro  apelou às instituições humanitárias para intervir pelos prisioneiros, e também chamou o Conselho de Direitos Humanos para realizar uma sessão urgente, a fim de apresentar a situação dos prisioneiros detidos nos cárceres da ocupação, e anunciou sua intenção de abrir uma investigação sobre o assassinato do prisioneiro Arafat Jaradat e os abusos praticados por Israel contra os prisioneiros, com o objetivo de enviar este comitê para revelar os crimes da ocupação contra os prisioneiros e encaminhar os culpados aos tribunais internacionais.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Centros de Direitos Humanos: a ocupação priva as crianças prisioneiras de educação.



O Centro de Direitos Humanos Adallah, em conjunto com o movimento global em defesa dos direitos da criança, enviou às autoridades penitenciárias israelenses a exigência de que sejam estabelecidos quadros e de educação para crianças e adolescentes palestinos mantidos em prisões.

O Centro indicava que havia cerca de 400 presos com idade entre 12 e 16 anos, que foram condenados a muitos anos de prisões, e eles estão pagando suas sentenças nas prisões Hasharon, Megido e Ofer, onde as autoridades os isolam dos presos adultos, mantendo-os em condições terríveis.
No ano de 2013 a situação tomou um rumo perigoso na supressão das autoridades de ocupação para crianças e jovens palestinos, desde o início do ano foram registrados 700 casos de prisões de crianças que participaram em marchas de protesto contra as políticas de ocupação.
O objetivo do exército de ocupação é deter as crianças para intimidá-las e, assim, levá-las para fora do movimento popular palestino.
A organizações dos direitos humanos exigiu que a comunidade internacional e associações internacionais ativistas para as crianças pressionem Israel para libertar as crianças prisioneiras, obrigando-os a parar com a adoção de política de detenção e interrogatório com crianças e jovens palestinos.
Desde a Intifada de Al-Aqsa, em 2000,  até agora já foram registradas  170 mil prisões contra crianças e adolescentes, que são tratados segundo as leis do regime militar.
As autoridades da prisão negam às crianças prisioneiras os direitos básicos de educação e os impedem de ter acesso aos livros didáticos, isolando-os em departamentos individuais, bem como para impedi-los de se comunicar com prisioneiros adultos, que estavam cuidando deles até a captura do soldado israelense Gilad Shalit.
As crianças e adolescentes, privadas de educação, tem um reflexo negativo em suas vidas, quando libertadas, enfrentam dificuldades de ajuste e reabilitação, e evitam completar sua educação acadêmica.
A grande maioria abandona os estudos e  sai em busca de um trabalho duro, para poder levar sua vida.

terça-feira, 19 de março de 2013

5 Palestinos presos pelas forças de ocupação israelense nas províncias do Cisjordânia.




Nablus 19/03/2012 (WAFA) - As forças de ocupação israelenses prenderam nesta terça-feira, cinco cidadãos de Nablus, Hebron e Jenin.

Testemunhas disseram que na Aldeia de Burqa, perto de Nablus, forças israelenses prenderam Said Haja, e Ali Salah, e os levaram para um dos centros de interrogatório.

Em Hebron, forças israelenses prenderam Mohammed Ali Salem Balut, da cidade de Bani Naim leste de Hebron, depois de invadir sua casa e adulteração de seu conteúdo.

Essas forças também prenderam dois jovens da cidade e do campo de refugiados de Jenin, e realizou exercícios militares sobre o território da aldeia de Barta'a.

As fontes de segurança disseram a 'Wafa', que as forças de ocupação israelenses prenderam dois jovens Samer Tawfik Abu Mashayekh (24 anos), e Suhaib Adnan al-Ghoul, depois de invadirem suas casas.

No mesmo contexto, a ocupação israelense realizou exercícios militares sobre o território da aldeia de Barta'a Leste,  ao longo do muro de anexação e expansão racial, ao sul de Jenin, e invadiram a aldeia de Nazlet Zeid, e implantaram um grupo de soldados,  sem detenção alguma.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Ayman Sharawna foi deportado para Faixa de Gaza depois de 260 dias em greve de fome e seu irmão preso pelas forças de ocupação israelense.


Depois de 260 dias em greve de fome, o prisioneiro político palestino Ayman Sharawna foi deportado para Faixa de Gaza por 10 anos, sem ter o direito de retorno para a sua casa a onde sua família mora na Cisjordânia.
Shrawana assinou um documento aceitando a deportação como um acordo depois da deterioração de sua saúde conforme os boletins médicos.
O ministro Qaraqi dos assuntos dos prisioneiros disse que a deportação de um prisioneiro do seu lugar de residência e de sua família é violação a todas as leis e convenções internacionais e humanitárias.
Shrawna chegou a faixa de Gaza e foi recebido pelos representantes das forças e entidades nacionais palestinas e levado direito para o hospital, onde a sua saúde permanece estável.
Hoje, segunda feira, dia 18/3, as forças de ocupação israelenses prenderam Jihad Shrawna, irmão de Ayman Shrawna que foi deportado para Faixa de Gaza como uma maneira de vingança e atingir a sua família.

domingo, 17 de março de 2013

As forças de ocupação israelenses aprenderam 11 cidadãos entre eles 6 menores em cidades de Cisjordânia


Províncias 17/03/2013 (WAFA) - As forças de ocupação israelenses prenderam na madrugada de domingo, 11 cidadãos de Jenin, Belém, Tulkarem e Hebron.
Fontes de segurança disseram para 'Wafa', que as forças de ocupação prenderam das cidade de Yamoun, oeste de Jenin, dois irmãos Abdullah (21 anos), Mohamed Salim Abdul Ghani (17 anos) e Suleiman Mohamed Abdul Ghani (17 anos), depois de invadir as casas de suas famílias e inspeciona-las.
Em um contexto relacionado,As forças de ocupação Israelenses invadeu as aldeias e cidades Methelun, Sanur, Ceres e Zababdeh no sul de Jenin, e fechou a barreira militar (Alhamra) na noite passada em Tubas no Vale do Jordão durante horas.
Em Belém, as forças de ocupação invadiram uma casa que pertence a Ibrahim Mahdi Abu Khalifa, em campo dos refugiados Dheisheh sul da cidade, e prenderam seu filho Malik (22 anos).
Em Tulkarem, forças israelenses prenderam cidadãos Ammar Abdul-Karim Yousef Bisharat (35 anos), depois de invadir a casa dele, e confiscaram seu Celular, e Muntasir Mohammed Said Sarouji (45) anos de subúrbio Irtah ao sul da cidade, depois de invadir as suas casas .
Em Hebron, forças israelenses prenderam cinco cidadãos.
De acordo com fontes locais, As forças israelenses invadiram Aldeia Beit Ummar, ao norte de Hebron, e prendeu três jovens: Ahmed Rashid Sabarneh (16 anos), Jihad Nasser Akhalil (17 anos) e Ali Saeed Sabarneh (18 anos) As fontes informaram também que os soldados israelenses prenderam dois menores da Cidade Velha de Hebron: Ammar al-Zaru (16 anos), e Hamza al-Badawi (12 anos).

sábado, 16 de março de 2013

Forças israelenses detêm dois ônibus de famílias de presos em um posto de controle em Anab.

Tulkarem 16/03/2013 - WAFA - 
Forças de ocupação detiveram,  em um posto de controle em Anab leste de Tulkarem, no sábado, dois ônibus transportando famílias de prisioneiros, enquanto eles dirigiam para a sede da Organização das Nações Unidas, em Ramallah, em solidariedade aos prisioneiros.


O coordenador de Alta Autoridade Nacional que acompanha assuntos dos prisioneiros em Tulkarem Iyad Jarad, relatou para nosso correspondente, que os soldados israelenses no posto de controle,  pararam os ônibus, e confiscaram as fotos dos prisioneiros, que eram mantidas por seus pais, e os impediram de passar.
Ele acrescentou: as forças de ocupação ainda seguraram os ônibus por quase duas horas e se recusam deixá-los passar, apontando que eles tiveram contato com as Nações Unidas, em Ramallah e as ligações com civis e militares, para pressionar e permitir que as famílias de presos passem.

Ele explicou que os cinco ônibus partiram da cidade de Tulkarem no sábado, com famílias de presos e estudantes universitários e representantes de facções nacional, para a sede das Nações Unidas em Ramallah para entregar uma nota explicando a situação dos presos em prisões israelenses e solicitaram, uma pressão contra as autoridades de ocupação,  para a libertação dos prisioneiros em greve de fome, os doentes e os veteranos imediatamente.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Parlamento Europeu envia missão para investigar as circunstâncias da detenção de prisioneiros de guerra e a morte de Jaradat

Bruxelas / Sama / 

O Parlamento Europeu aprovou o envio de uma missão de investigação para avaliar as circunstâncias de prisões e detenções de prisioneiros palestinos, incluindo mulheres e crianças, e para abrir uma investigação imediata de forma independente, imparcial e transparente, sobre as circunstâncias da morte do prisioneiro Jaradat.

A decisão foi tomada por votação na noite desta quinta-feira (14), com maioria a favor de um projeto de resolução sobre a questão do  prisioneiro Arafat Jaradat,  de Saeir, distrito de Hebron, que morreu no final de fevereiro passado na Prisão Megido, e também sobre a situação dos prisioneiros palestinos em cárceres israelenses, apresentada por membros do Grupo Socialista do Parlamento Europeu .

Os membros convidaram, para a resolução do projeto, de acordo com um comunicado de imprensa do Parlamento Europeu, autoridades da ocupação israelense para abrir uma investigação imediata, de forma independente, imparcial e transparente, sobre as circunstâncias da morte do prisioneiro Jaradat e todas as demais questões relacionadas a tortura dos prisioneiros palestinos ou outros tratamentos cruéis, sanções desumanas e degradantes contra prisioneiros palestinos em prisões israelenses.

Os membros também expressaram preocupação sobre a situação dos prisioneiros palestinos em cárcere sob detenção administrativa, exigindo a necessidade de acusações e julgamentos para eles, com a presença de garantias judiciais, de acordo com as normas internacionais ou que sejam libertados imediatamente.

Também expressaram sua profunda preocupação com a situação dos prisioneiros em greve de fome e a gravidade do estado de saúde deles, reforçando o apelo para a libertação dos membros do Conselho Legislativo Palestino.

Apelaram também pela criação de inquérito do Parlamento Europeu para avaliar as circunstâncias da prisão e detenção de mulheres prisioneiras palestinas e crianças e o uso da detenção administrativa para prender palestinos.

A Comissária-Geral da Palestina, Leila Shahid, para a União Europeia, agradeceu a deputada no Parlamento Europeu, Veronica De Keyser, pelos esforços para o sucesso da decisão após meticulosas negociações com o Partido Popular Europeu.

Ela também agradeceu a todos os blocos que votaram pela resolução como uma vitória para todos os presos.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Mais 29 palestinos foram presos hoje pelas Forças de Ocupação israelenses, nas províncias da Cisjordânia


14/03/2013 (Com informações da WAFA) 

As Forças de Ocupação israelenses prenderam nesta quinta-feira, e 29 cidadãos da Cisjordânia.


 
De acordo com uma fonte da Wafa, soldados de ocupação invadiram diversas casas na cidade de Beit Fajar, distrito de Belém, em incursões para inspeção. Os soldados prenderam: os gêmeos Younis e Yusuf Mohamed Younis Thawabteh (22 anos), Ahmed Mahmoud Saber Direiah (25 anos),  Saher Nafez Mohammed Thawabteh (20 anos), Ibrahim Samih Mohamed Taqatqah ( 20anos), Mohammed Taleb Mahmoud Zahir Thawabteh (20 anos), Jihad Jamal Mahmoud Ali Thawabteh (20 anos), Shaker Mohammed Shaker Taqatqah (20 anos), Ihab Bassem Ayed Khalil Thawabteh, Yousef  Loay Bassem Ayed Khalil Thawabteh (16 anos), Ibrahim Samih Mohamed Khalil Thawabet (20 anos) e Ibrahim Mohammed Raafat Taqatqah (19 anos).

Em Jenin, Forças de Ocupação israelenses detiveram um jovem do bairro de Alhadaf, em Jenin, e mais dois trabalhadores do território de 48.
Fontes de segurança disseram a Wafa que a polícia israelense prendeu os cidadãos Ahmed Hussein Mahmoud Jallad, da cidade de Aqaba, e Ahmed Salim Amoudi, da cidade de Burqin quando eles estavam dentro de território de 48.

Estas fontes indicaram que as Forças de Ocupação israelenses prenderam um jovem chamado Amar Mahmoud Samara (23 anos) depois de invadir a sua casa, no bairro Alhadaf, na cidade de Jenin.

Na província Alkhalil, Forças de Ocupação israelenses prenderam quatro cidadãos, incluindo uma mulher.
Também de acordo com a agência de notícias Wafa, israelenses prenderam a civil Nahil Talal Abu Eisha (34) em sua casa, em Mount Abu Rumman, Alkalil - Hebron, e Ihab Abu Halawa (16 anos), da região de Alzawyah, centro de Hebron.

As forças israelenses também atacaram a aldeia de Dura, ao sul de Hebron, e prenderam Nidal Mohammed Ahmed Alqili (22 anos) e Ahmed Abdul Majeed Ibryosh (26 anos).
Na madrugada desta quinta-feira( 14), em Jerusalém, as forças israelenses detiveram quatro cidadãos.

Fontes locais disseram que os elementos arabizados de ocupação, das unidades do Exército, prenderam o jovem Yazan Siyam (18), depois de invadir a casa de sua família e casas de seus tios, na cidade de Silwan, ao sul de mesquita Al-Aqsa.

O tio do detido Jawad Siyam, diretor do Centro de Informação Wadi Helwa, disse que as Forças especiais agrediram e espancaram os membros da família depois de invadir sua casa usando as escadas.

Ele acrescentou que fizeram inspeção na casa e destruiram os pertences e confiscaram parte do vestuário de Yazan, apontando que as forças especiais também invadiram a casa de Muheisen, no bairro Bustan, e agrediram seus moradores.

As forças de ocupação israelenses prenderam também Ibrahim Rizk, da Cidade Velha de Jerusalém ocupada, após invadir a sua casa de uma maneira brutal, Adel Naguib da Cidade Velha de Jerusalém, e Iyad Al-Shalabi, do bairro de Sawwanah, perto das muralhas de Jerusalém, após invadir as casas das duas famílias durante a madrugada de hoje.

Testemunhas disseram que as prisões foram um complemento às campanhas de detenções executada pelos serviços de segurança israelenses nos bairros da cidade velha e dos bairros adjacentes, depois dos confrontos da última sexta-feira, que aconteceu no fim da última oração na Mesquita de Al-Aqsa.

Forças de ocupação, na manhã de hoje, detiveram um civil, enquanto ele estava em seu local de trabalho na zona industrial, na aldeia de Beit Iba, a oeste de Nablus.

Testemunhas relataram que um número de jipes militares invadirem a zona industrial, a oeste de Nablus, e invadiram a empresa Indústria e Comércio Oriente Próximo, verificando as identidades dos funcionários, e prendendo um dos funcionários, Abbas Abu Mustafa.

As forças israelenses invadiram também o centro da cidade velha de Nablus, e fizerem varios inspeções em casas, detendo cinco cidadãos com identidades ainda desconhecidas.


quarta-feira, 13 de março de 2013

Conheça as 13 mulheres prisioneiras políticas palestinas em cárceres Israelenses



São:

1) Lina Ahmad Jerboni, do território dos 48, condenada a 17 anos
2) Salwa Abdul Aziz Hassan, de Hebron, detida  desde 19/10/2011 e condenada a 21 meses
3) Alaa Issa Al Juba,  de Hebron, em prisão temporária desde 12/07/2012 
4) Hadeel Talal Issa Abu - Turky, 17 anos, de Hebron, foi uma das  prisioneiras libertadas na última troca de prisioneiros, passou 6 meses na prisão, foi detida novamente em  26/7/2012 e condenada a um ano de prisão
5) Asma’a Yousef Al-Batran, de Hebron, foi uma das prisioneiras libertada pela última troca em 2011, detida novamente desde 27/08/2012, com pena de prisão de 10 meses
6) Inaam Abdul-Jabbar Hassanat, de Belém, condenada por dois anos, detida desde 09/04/2012
7) Nawal Said Al-Saadi, 50 anos, de Jenin, esposa do líder Bassam Saadi. Detida desde 2012/11/05, em prisão temporária
8) Manar Zawahra, de Belém, cumpre pena de um ano. Está detida desde 02/10/2012
9) Mona Hussein Ka'adan, de Jenin, prisioneira libertada em acordo de 2011. Ela é  irmã do prisioneiro Tarek Kaadan, que entrou em greve de fome aberta há 3 meses. Ela também entrou em greve de fome em solidariedade ao seu irmão
10) Intessar Mohammad Sayyad, de Jerusalém, foi condenada a dois anos e meio. É casada e tem quatro filhos pequenos
11) Ayat Youssef Mahfouz, de Hebron, em prisão temporária
12) Alla’a Mohammad Qasim Abu Zaytoon, da cidade de Assira de Norte, em prisão temporária
13) Amani Musa Awdeh, médica, continua em prisão temporária e foi presa dias atrás

terça-feira, 12 de março de 2013

Agressão contra dois prisioneiros palestinos em cadeiras de rodas e 4 menores nos tribunais israelenses.


Segundo o Ministério dos Prisioneiros, na segunda-feira dia 11/03, as forças “ alnhashon” agrediram os dois irmãos deficientes em cadeira de rodas no Tribunal Central de Nazaré.
No dia 06/03, as mesmas forças também agrediram 4 menores prisioneiros no Tribunal de Jerusalém dia 27/01.
O advogado Fadi Ubaidat do Ministério dos Prisioneiros disse que: "ataque brutal foi realizado pelas forças de repressão dos soldados Alnhashon contra as dois irmãos paraplégicos Amir e Mohamed Farid Yassin Assad, morador de Kafr Kana."
Depois da visita dos prisioneiros no Hospital da prisão Al Ramla, o advogado Ubaidat descreveu a sua condição lamentando por causa da agressão sofrida e expondo as suas partes do seu corpo, e que ficaram gravemente feridos.
Obeidat disse, "que os soldados transferiram os dois prisioneiros depois de agressão para o hospital Assaf Harofe, porque estavam em estado de coma, onde receberam tratamentos necessários."
Os prisioneiros apresentaram uma queixa contra as tropas Alnhashon pela agressão imoral e brutal, que o expôs. "
Os prisioneiros ficam permanentemente no Hospital Ramle por causa de sua saúde e eles precisavam de terapia física, porque eles estão paralisados.
O prisioneiro Amir (29 anos), já tinha sido agredido quando caiu da sua cadeira de rodas nos degraus do Tribunal, ficando com contusões nas costas.
Em Jerusalém, quatro prisioneiros menores Ayman Daajna (15 anos), Ahmed Prazo (16 anos), Malek Muheisen (17 anos), Ahmad Shehadeh (16 anos) informaram a advogada Heba Masalha do Ministério dos Prisioneiros que visitou-os na prisão Hasharon, alegando que "uma força de 20 pessoas eram membros da Alnhashon, agrediram-os quando estavam algemados nas suas mãos e pés dentro do Tribunal Central de Jerusalém, onde eles foram espancados brutalmente por barras de ferro, dispositivos de comunicação feita de metal. "

Os quatro prisioneiros em suas declarações confirmaram que receberam "golpes fortes e seus sangues derramados em nossos rostos, e depois levaram para a sala de espera, quando nós estamos sofrendo das feridas e dores, ficamos até às dez horas da noite, até quando levaram-nos de volta para a prisão de Hasharon".

Os quatro prisioneiros apresentaram uma queixa contra os indivíduos membros de Alnhashon que praticaram as agressões, e exigiram ajuda jurídica.

Prisioneiro palestino, em protesto, não ingere mais líquidos

Samer Issawi, em greve de fome há 223 dias, decidiu não mais beber água

 


O palestino Samer Issawi, um dos prisioneiros em greve de fome em protesto contra sua prisão ilegal, mantém a greve e decidiu parar de ingerir líquidos, o que deve prejudicar ainda mais sua saúde de agora em diante.
A decisão de cessar a ingestão de água foi tomada ontem (11), em protesto por ser mantido acorrentado na cama do hospital. De acordo com o advogado de Issawi, Jawad Boulos, ele exige que o liberem das correntes, utilizadas até mesmo quando ele necessita ir ao banheiro. Boulos acrescentou dizendo que mantê-lo preso à cama é desumano e fere a dignidade de qualquer pessoa, e que o encontrou no quarto hospitalar com sete oficiais israelenses comendo suas refeições na presença de Samer, em deliberada tortura contra o grevista.
Médicos tentaram convencer o palestino a beber água e temem que ele morra a qualquer momento em consequência de sua baixa pressão arterial.
Issawi foi detido em julho de 2012, acusado de violar termos definidos pelo acordo de troca de prisioneiros, ao sair de Jerusalém. Ele segue em greve de fome desde Agosto em protesto contra sua prisão, clara violação de sua anistia enquanto prisioneiro de troca. O palestino foi transferido da prisão Ramle para o Centro Médico Kaplan, no fim de fevereiro.


(Com informações da Ma'an News Agency)

segunda-feira, 11 de março de 2013

As forças de ocupação Israelenses aprenderam 6 cidadãos em Cisjordânia



Forças de ocupação israelenses prenderam 6 cidadãos na Cisjordânia

11/03/2013 (WAFA) - As forças de ocupação  prenderam nesta segunda-feira, seis cidadãos das províncias de Belém, Jenin e Hebron.

Em Belém, as forças israelenses prenderam dois homens jovens: Uday Maher Taqatqa (20 anos) e Ali Mohammed Taqatqa (21 anos), depois de invadir a casa de seus pais e inspecionar suas casas na cidade de Beit Fajar.

Em outro contexto,  uma grande força do exército de ocupação invadiu na madrugada, uma casa no vilarejo de Wadi Fukin, a oeste de Belém, e fizeram inspeção sem  detenções.

Em Jenin, as forças israelenses prenderam dois jovens da cidade de Qabatiya, ao sul da cidade, e invadiram várias casas.

As fontes de segurança disseram a 'Wafa', que as forças de ocupação prenderam dois homens jovens: Yasser Walid Khozamah (23 anos), e Mohammed Tiger Khozamah (20 anos), depois da invasão das casas de suas famílias.
As fontes acrescentaram que as forças de ocupação invadiram várias casas na cidade, de propriedade de Yousef Nimr Khozamah, Ziad Hafez Nazzal e Walid Nimr Khozamah.
Fontes de segurança em Hebron disseram que as forças de ocupação invadiram a cidade de Surif a noroeste da cidade de Hebron, e prenderam Mamoun Shaker Al-Khadoush (33 anos). Também invadiram a cidade de Beit Ummer, ao norte de Hebron e prenderam Alaa Fahmy Abdul Hamid Zaaaqik (32 anos), e levaram a um destino desconhecido.

domingo, 10 de março de 2013

Forças de Ocupação israelenses prenderam 11 palestinos de Jerusalém e Acampamento de refugiados Aida - distrito Belém

 
Jerusalém 10/03/2013 (WAFA) - As forças de ocupação israelenses prenderam de manhã de domingo, cinco homens jovens da cidade velha de Jerusalém ocupada.

 
De acordo com testemunhas disserem para  'Wafa' que as forças de ocupação e de inteligência se espalharam desde as primeiras horas da manhã nos bairros da cidade velha,  e prenderam cinco jovens são: Adly Najib, Mustafa Altarhuni, Mohammad Tahan, Tarek Sandouka e Loay Abbas entre as idades de 18-19 anos.
O diretor de clube dos Prisioneiros em Jerusalém Nasser Kaws disse para  'Wafa' que as forças de ocupação atacaram desde a manhã muitas das casas da cidade velha, como uma resposta aos fatos de sexta feira dentro da mesquita da Alaqsa, suspeitando que as tropas esta com uma lista de jovens procurados.

As forças de ocupação na madrugada de domingo, prenderam seis homens jovens do campo de refugiados de Aida norte de Belém.
Fonte de segurança disse para  'Wafa', que os soldados israelenses invadiram várias casas no campo de refugiados de Aida e fizeram inspeção, e prenderam e secretário do Fatah Mohammad Qasim Azraq, e Firas Mohammed Nasrallah Abu Wasfi, Amjad Jibril al-Khawaja, Saeed Khalil Abu Akar e Yousef Darwish.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Forças de Ocupação prendem estudante universitário da Cidade Yabod, Jenin

Jenin 08/03/2013 (Com informações da WAFA) 

As Forças de Ocupação israelenses prenderam, ontem à noite, um estudante universitário da cidade Yabod, a sudoeste de Jenin, em um checkpoint  de controle militar do assentamento "Shafi Chamron '.

Fontes de segurança disseram a 'Wafa' que os soldados israelenses, concentrados na entrada do assentamento 'Shafi Chamron", prenderam o estudante universitário Harith Jalal Ghalib Zeid (24 anos). Os soldados também detiveram Milad Walid Abu Bakr, e Saji Adel Hamarsheh, quando tentavam cruzar barreira policial no caminho para suas casas, na cidade de Yabod, e foram liberados após interrogatório.

Durante procedimento policial similar, as Forças de Ocupação invadiram na madrugada de sexta-feira (8), a cidade de Silat al-Harithiya, a oeste de Jenin, e  fizeram incursão para inspecionar as casas, sem confirmações de prisão na região.

Unicef denuncia maus-tratos a crianças palestinas detidas em Israel





Os maus-tratos a menores palestinos no sistema de detenção militar israelense é "generalizado, sistemático e institucionalizado", afirma o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no relatório divulgado nesta quarta-feira.

"Em nenhum outro país crianças são julgadas sistematicamente em tribunais militares para menores", afirma o relatório.

O documento avalia em "700 a cada ano o número de crianças palestinas de 12 a 17 anos, em sua maioria meninos, presos, interrogados e detidos pelo exército, pela polícia e por agentes de segurança israelenses".

"Estes maus tratos incluem a detenção de crianças em suas casas entre a meia-noite e as cinco da manhã por parte de soldados fortemente armados. Vendam seus olhos e prendem suas mãos", prossegue o relatório, que denuncia "as confissões forçadas, a falta de acesso a um advogado ou a familiares durante o interrogatório".

Os menores de 13 anos estão sujeitos a penas de até seis meses de prisão. No entanto, a partir dos 14 podem ser condenados a até 10 anos por lançar pedras, e inclusive 20 anos se o alvo for um veículo em movimento, segundo a Unicef.

"Estas práticas violam o direito internacional, que protege as crianças contra os maus tratos quando estão em contato com as forças de ordem e instituições militares e judiciais", conclui o documento.

A Unicef recomenda uma série de medidas para respeitar as normas internacionais e afirma que "é possível aplicá-las, como demonstra o fato de que as autoridades israelenses anunciaram algumas mudanças positivas nos dois últimos anos".

A agência da ONU pede a Israel que "faça do interesse da criança uma consideração primordial", que garanta que as crianças detidas e suas famílias sejam informadas dos motivos de sua detenção, e que seus direitos sejam comunicados em sua língua, ou seja, o árabe.

Além disso, pede-se que sejam evitadas as detenções noturnas e a ação de atar suas mãos.

fontes
http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/unicef-denuncia-maus-tratos-a-criancas-palestinas-detidas-em-israel,1b32416fc883d310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html